Galeão terá novas rotas internacionais e investimento de R$ 1 bilhão
Aena prevê ampliar voos para 18 destinos até janeiro de 2027 e coordenar projetos de infraestrutura; restrições no Santos Dumont devem acabar em 2029
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terá mais de 50 frequências semanais adicionais para nove destinos internacionais e a abertura ou retomada de rotas para outras nove cidades até janeiro de 2027. O plano foi anunciado pela concessionária espanhola Aena, que assumiu a administração do terminal há uma semana.
As frequências adicionais atenderão Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá. Já as novas rotas ou retomadas devem contemplar Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosário e Lima.
O Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros em 2025 e a expectativa é encerrar 2026 com aproximadamente 19 milhões. A capacidade anual do aeroporto é de 37 milhões de passageiros. O contrato de concessão da Aena é válido até 2039.
Investimentos
A concessionária também coordena investimentos de R$ 1 bilhão previstos para os próximos três anos, com recursos de empresas parceiras. Entre os projetos estão um hotel com pelo menos 232 quartos, um galpão logístico na área industrial e um hangar para manutenção de aeronaves da Gol.
O planejamento inclui ainda melhorias na infraestrutura, como reformas de elevadores e esteiras de bagagens. A empresa não detalhou os valores destinados diretamente a essas intervenções. A eventual reabertura do Terminal 1, fechado há cerca de dez anos, dependerá do crescimento da demanda e do fluxo de passageiros.
Santos Dumont
O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou a manutenção do cronograma de ampliação gradual do limite de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Atualmente, o terminal pode receber até 6,5 milhões de passageiros por ano. O teto deverá subir para 8,5 milhões em 2027 e 9,5 milhões em 2028, com previsão de retirada das restrições em 2029.
Adotada em 2023, a limitação busca favorecer a recuperação do movimento no Galeão. Segundo o ministro Tomé Franca, mudanças no cronograma ou reduções nos limites previstos poderão levar ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, com impacto desfavorável à Aena.
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