Funcionários do hospitais Vita entram em greve após cinco meses de atrasos salariais
Trabalhadores dos hospitais Vita BR e Vita Batel paralisaram as atividades após salários de setembro não serem pagos; TRT-9 fará mediação nesta sexta-feira
Cerca de 200 funcionários dos hospitais Vita BR e Vita Batel, em Curitiba, entraram em greve nesta quinta-feira (15) após não receberem os salários referentes a setembro. Segundo os sindicatos, os atrasos nos pagamentos se repetem há cerca de cinco meses.
A categoria decidiu pela paralisação depois que os salários não foram depositados dentro do prazo esperado. Os trabalhadores aguardaram até o quinto dia útil deste mês pelo pagamento, mas os valores não foram quitados.
Antes da greve, os sindicatos comunicaram a administração sobre a possibilidade de paralisação. A direção dos hospitais teria se comprometido a regularizar os salários e os vales até a tarde de quarta-feira (14). O compromisso, porém, não foi cumprido.
A paralisação ocorre nas duas unidades e deve continuar até que os pagamentos sejam realizados. Os trabalhadores também reivindicam a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV).
TRT-9 marca reunião de mediação
Diante do impasse, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9) marcou uma reunião de mediação de urgência para esta sexta-feira (16), às 15h30, no plenário.
O encontro deverá reunir representantes dos trabalhadores e da administração dos hospitais para tentar encontrar uma solução para a paralisação.
O advogado que acompanha a mobilização, Renan Bender, afirmou que a categoria pretende manter o movimento até a quitação dos salários atrasados.
“Estamos respeitando as atividades de 30% pelo menos, que é o que diz a lei, e o pessoal vai seguir aqui até que ocorra o pagamento”, afirmou.
Atendimento aos pacientes é mantido
Apesar da greve, os serviços considerados essenciais continuam funcionando nas duas unidades. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e os setores de alimentação permanecem em atividade para garantir a assistência aos pacientes internados.
Segundo Bender, os trabalhadores estão mantendo o percentual mínimo previsto para a continuidade dos serviços durante a paralisação.
A categoria afirma que seguirá mobilizada até que os salários de setembro sejam pagos.
Vita diz que sistema de gestão ainda impacta fluxos financeiros
Procurada pela Gazeta do Paraná, a assessoria dos Hospitais VITA afirmou que os atrasos estão relacionados à implantação e estabilização de um novo sistema de gestão hospitalar. Segundo a instituição, a situação é pontual e está em fase final de regularização.
Nota do Hospital Vita na íntegra
Os Hospitais VITA informam que tomaram conhecimento do movimento iniciado por parte dos colaboradores.
A instituição esclarece que segue em processo de implantação e estabilização de seu novo sistema de gestão hospitalar, conforme informado anteriormente, o que ainda impacta temporariamente os fluxos administrativos e financeiros.
Trata-se de uma situação pontual e já em fase final de efetivação.
A Direção reforça que normalizar a situação junto aos colaboradores é prioridade absoluta e que, tão logo ocorra a efetivação financeira esperada, a situação será integralmente normalizada.
O VITA mantém diálogo aberto e permanente com o sindicato e com os representantes dos colaboradores. Da mesma forma, acompanha com atenção especial para que a manutenção do efetivo mínimo necessário para garantir a continuidade e a segurança da assistência aos pacientes, conforme prevê a legislação para serviços essenciais de saúde.
A instituição informa ainda que um plano de contingência assistencial foi acionado com o objetivo de preservar a continuidade dos atendimentos assistenciais nas duas unidades.
Hospitais VITA
Matérias relacionadas
Flávio Bolsonaro votou pelo fim da escala 6x1, mas também defende proposta que flexibiliza jornada e remuneração
PEC da Segurança: penas mais duras contra facções podem não reduzir crimes, avaliam especialistas
MP investiga contrato de R$ 10,6 milhões entre IAT e Celepar em meio à privatização da estatal
Comércio do Paraná cresce 5,78% em julho; Maringá tem queda no ano
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.