Janaína Paschoal questiona eleitores após derrota para deputada
Vereadora recebeu 46,7 mil votos, ficou como segunda suplente e perguntou se seu trabalho não foi reconhecido pelos eleitores
A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) foi à tribuna da Câmara Municipal de São Paulo para tentar entender por que não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Com 46.773 votos, Janaína ficou como segunda suplente da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. O resultado ficou abaixo dos 48.893 votos que ela recebeu na eleição para vereadora em 2024.
A candidatura era tratada pelo Progressistas como uma das principais apostas para ampliar a bancada do partido na Câmara. Janaína ganhou projeção nacional em 2018, quando recebeu mais de 2 milhões de votos para deputada estadual em São Paulo. Ela também foi uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Janaína pede explicações aos eleitores
Durante o discurso na Câmara Municipal, a vereadora questionou se a derrota ocorreu por uma questão de avaliação do seu trabalho ou por falhas na comunicação com o eleitorado.
Janaína afirmou que considera ter uma atuação parlamentar ativa, com atenção aos gastos públicos e aos projetos apresentados na Câmara. Ela também disse que procura estudar as propostas antes de tomar decisões.
A vereadora perguntou se esse trabalho é percebido pelos eleitores ou se o perfil dela deixou de despertar interesse neste momento político.
Resultado da federação
A federação União Progressista conquistou cinco cadeiras de deputado federal por São Paulo. Janaína ficou fora das vagas e passou à condição de suplente.
A composição eleita teve três nomes do PP e dois do União Brasil. Entre os eleitos estão Sargento Nantes, Maurício Neves, Coronel Telhada, Sirlange Manga e Milton Leite Filho.
O desempenho da federação também mudou em relação às eleições anteriores. Em 2022, o PP elegeu quatro deputados federais por São Paulo, enquanto o União Brasil conquistou seis cadeiras no estado.
A distribuição das vagas ocorre pelo sistema proporcional, que considera os votos dos candidatos e dos partidos ou federações. Por isso, candidatos com votações expressivas podem ficar fora da Câmara, dependendo do desempenho de suas legendas.
Queda em relação a 2018
O resultado de 2026 também representa uma diferença significativa em relação à votação de Janaína em 2018. Naquele ano, ela recebeu mais de 2 milhões de votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo e se tornou a deputada estadual mais votada do país.
Agora, como vereadora e segunda suplente da União Progressista, Janaína tenta entender quais fatores explicam a diferença entre a votação que recebeu em eleições anteriores e o resultado deste ano.
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