Flávio não entrega passaporte à PF e paradeiro vira alvo de apuração
Senador deveria entregar documentos até esta terça; PF checa se ele deixou o Brasil após relato de voo da Argentina aos EUA
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não entregou à Polícia Federal os passaportes dentro do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem estabelecia a apresentação dos documentos em até 24 horas após a intimação, feita na segunda-feira (26).
A ausência do senador aumentou a apuração sobre seu paradeiro. A Polícia Federal acionou autoridades argentinas depois que o site Infobae publicou que Flávio teria cruzado a fronteira e embarcado em um avião particular em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A informação, porém, não foi confirmada.
Até o momento, a PF não identificou registro de que Flávio tenha passado oficialmente por um ponto regular de migração brasileiro. O controle migratório argentino também informou que não encontrou registro da entrada do senador no país.
A possibilidade de uma saída pela fronteira continua sendo verificada pelas autoridades.
Relato aponta voo para os EUA
Segundo o Infobae, Flávio teria chegado a Puerto Iguazú, cidade argentina próxima a Foz do Iguaçu, e embarcado em um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.
A publicação afirmou que a aeronave seguiria para os Estados Unidos e que os procedimentos de alfândega e imigração teriam sido solicitados para quatro passageiros e três tripulantes.
O relato ganhou repercussão depois que Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes comum e diplomático e proibiu o senador de deixar o Brasil. A decisão foi divulgada pelo próprio parlamentar nas redes sociais.
Flávio havia afirmado na segunda-feira que cumpriria a determinação. Em vídeo, disse que nunca pensou em deixar o país e que entregaria os documentos para apresentar sua defesa.
Investigações no STF
A determinação de Moraes ocorreu no processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados. O procedimento apura suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro e negócios envolvendo empresas ligadas ao setor de apostas.
Flávio também é citado no material como investigado em outro inquérito relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.
Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação independente de que Flávio tivesse deixado o Brasil. Aliados do senador também negaram a saída. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, afirmou que ele não deixou o país.
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