Deltan e Filipe avançam na disputa pelo Senado enquanto indecisos despencam no Paraná
Na soma dos dois votos, Deltan chega a 47,3% e Filipe a 37,7%; em duas semanas, altas foram de 9,2 e 10,4 pontos, respectivamente
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A nova rodada da pesquisa Neokemp registra uma forte movimentação na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado. Entre 25 de agosto e 8 de setembro, caiu praticamente pela metade o percentual de escolhas ainda indefinidas e, simultaneamente, Deltan Dallagnol e Filipe Barros apresentaram as maiores altas na soma do primeiro e do segundo voto.
Deltan passou de 38,1% para 47,3%, avanço de 9,2 pontos percentuais. Filipe Barros saltou de 27,3% para 37,7%, crescimento de 10,4 pontos. Alexandre Curi avançou de 26,2% para 29,2%. Na direção contrária, Gleisi passou de 29,3% para 27,1% e Cristina Graeml, de 25,4% para 23,3%. Dr. Rosinha foi de 16,2% para 18,4%.
O movimento acontece justamente quando diminui fortemente a parcela de escolhas ainda não definidas. Na soma dos dois votos, o índice de “não sabe” caiu de 23,7% para 12%, redução de 11,7 pontos. Brancos e nulos também recuaram, de 9,2% para 3,4%.
Os números não permitem afirmar que os eleitores anteriormente indecisos tenham migrado especificamente para determinada candidatura, uma vez que o tracking compara duas amostras e não acompanha individualmente os mesmos eleitores. O levantamento, entretanto, registra a coincidência entre a forte redução da indefinição e o crescimento de algumas candidaturas.
Primeiro voto muda
A movimentação também aparece quando as duas escolhas são analisadas separadamente.
No primeiro voto, Deltan passou de 24,1% para 28,7%. Alexandre Curi avançou de 12,2% para 18,8%, enquanto Filipe Barros foi de 10,4% para 15,4%.
Gleisi passou de 21,6% para 18,3%, enquanto Cristina Graeml foi de 12,3% para 7,7%. Dr. Rosinha permaneceu em 4,8%. Os indecisos caíram de 9,7% para apenas 4,2%.
Assim, na primeira escolha, Deltan aparece com 28,7%, seguido por Curi, com 18,8%; Gleisi, 18,3%; Filipe, 15,4%; Cristina, 7,7%; e Rosinha, 4,8%.
Segundo voto embaralha cenário
É na segunda escolha que a configuração muda consideravelmente. Filipe Barros registra 22,3%, seguido por Deltan, com 18,7%. Cristina Graeml aparece com 15,6%; Dr. Rosinha, 13,6%; Alexandre Curi, 10,3%; e Gleisi, 8,8%.
O tracking também mostra redução expressiva da indefinição nesse voto. Em 25 de agosto, 14% ainda não sabiam indicar sua segunda opção. Agora são 7,8%. Brancos e nulos passaram de 6,3% para 2,2%.
Filipe foi de 16,9% para 22,3% na segunda escolha. Deltan passou de 14% para 18,7%; Cristina, de 13,1% para 15,6%; e Rosinha, de 11,4% para 13,6%. Curi passou de 14% para 10,3%, enquanto Gleisi foi de 7,6% para 8,8%.
O contraste entre primeiro e segundo voto é um dos pontos que mais chamam atenção. Cristina, por exemplo, tem 7,7% como primeira opção, mas 15,6% como segunda. Rosinha registra 4,8% e 13,6%, respectivamente. Filipe também apresenta percentual maior na segunda escolha: 15,4% no primeiro voto e 22,3% no segundo.
Soma chega a 200%
Como duas vagas ao Senado estão em disputa, a pesquisa apresenta também a soma das duas escolhas, que totaliza 200%.
Nesse cenário, Deltan registra 47,3%, Filipe Barros 37,7%, Alexandre Curi 29,2%, Gleisi 27,1%, Cristina Graeml 23,3% e Dr. Rosinha 18,4%.
A pesquisa também mede rejeição. Gleisi registra 55,4%; Deltan, 12,6%; Rosinha, 11,2%; Filipe, 11,1%; Cristina, 4%; e Curi, 1,6%.
Na comparação com 25 de agosto, a rejeição de Deltan caiu de 18,7% para 12,6%, enquanto a de Curi passou de 6,2% para 1,6%. Já Gleisi passou de 48,1% para 55,4%. Filipe foi de 6,5% para 11,1%.
A Neokemp ouviu 1.008 eleitores em 209 municípios do Paraná, nos dias 8 e 9 de setembro. A margem de erro informada é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-04426/2026.
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