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PCPR cumpre 32 mandados contra grupo suspeito de golpe do falso advogado

Operação investiga esquema que teria causado prejuízo de quase R$ 2 milhões a uma vítima idosa do Paraná; Justiça também determinou bloqueio de mais de R$ 2 milhões

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
PCPR investiga golpe de quase R$ 2 milhões contra vítima do Paraná
PCPR investiga golpe de quase R$ 2 milhões contra vítima do Paraná — Crédito: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre, na manhã desta quinta-feira (8), 32 mandados judiciais contra um grupo investigado por aplicar o golpe do falso advogado contra uma vítima do Paraná. O prejuízo estimado pela investigação chega a quase R$ 2 milhões.

A operação ocorre no Ceará e mobiliza equipes para cumprir 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em endereços de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio.

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2.098.322,06 em contas bancárias e aplicações financeiras relacionadas aos investigados.

Segundo a PCPR, os suspeitos teriam usado a identidade de um advogado e também se apresentado falsamente como representantes de instituições públicas e financeiras. A vítima, uma pessoa idosa, teria realizado diversas transferências para contas ligadas aos investigados.

Golpe usava engenharia social

De acordo com o delegado da PCPR Emmanoel David, o grupo teria utilizado técnicas de engenharia social para conquistar a confiança da vítima.

“O golpe utilizou uma das principais ferramentas dos crimes digitais atuais: a engenharia social. Os autores entraram em contato com a vítima utilizando informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade, criando um ambiente de confiança para que ela acreditasse tratar com pessoas legítimas”, explica.

A investigação identificou que, depois das transferências, o dinheiro passava por uma segunda etapa do esquema. Os valores eram distribuídos entre diferentes contas para dificultar o rastreamento.

A PCPR identificou 15 pessoas que teriam participação no esquema. Desse total, 11 seriam beneficiários primários, cujas contas receberam diretamente os valores transferidos pela vítima. Outros quatro seriam beneficiários secundários, que recebiam repetidamente quantias provenientes das contas do primeiro grupo.

A análise financeira apontou grande quantidade de operações fracionadas, transferência de dinheiro entre os investigados, retirada rápida dos valores das contas e posterior concentração do dinheiro em determinados destinatários.

Investigação rastreou circulação dos valores

Um dos episódios identificados pela PCPR envolve uma transferência de R$ 30,6 mil feita pela vítima para uma das contas investigadas.

Segundo a polícia, todo o valor foi enviado para outro investigado no mesmo dia. Após a transferência, a conta que havia recebido o dinheiro ficou com saldo

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