Copel

Escolha a paz

A Bíblia nos ensina a sermos longânimos, pacientes e mansos de coração, como ensinou Jesus Cristo no Sermão da Montanha

Roberto Veloso · · 3 min de leitura
Escolha a paz
Escolha a paz — Crédito: Imagem gerada com IA

“Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez.” (Tito 3:9-10)

O domínio próprio diante das provocações é fruto do Espírito e precisa ser cultivado. Há pessoas que parecem necessitar da discussão como do próprio ar para viver. Estão sempre procurando alguém com quem debater suas convicções e, depois de longa e acalorada altercação, nada de proveitoso resulta. Tudo se torna inútil e sem edificação.

Por isso, a Bíblia nos ensina a sermos longânimos, pacientes e mansos de coração, como ensinou Jesus Cristo no Sermão da Montanha:

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” (Mateus 5:5)

Para alcançarmos o domínio próprio, é importante adotarmos algumas atitudes. A primeira delas é nos afastarmos do homem faccioso, evitando-o. Se há alguém que constantemente provoca contendas, a Palavra de Deus nos ensina a não alimentar esse comportamento, porque discussões e debates dessa natureza não nos edificam e podem nos levar a atitudes das quais depois nos arrependeremos.

Outra providência é evitar a roda dos escarnecedores, daqueles que insultam, provocam ou zombam por não concordarem com a nossa maneira de viver:

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1)

Se não queremos nos envolver em discussões inúteis, é importante não nos associarmos àqueles que vivem agredindo, provocando e zombando, porque esse pode ser o caminho para o pecado.

Devemos nos lembrar de que a nossa batalha não é contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais da maldade (Efésios 6:12). Por isso, gastar energia com disputas sem propósito apenas nos afasta do verdadeiro objetivo de nossa caminhada com Deus.

Além disso, a paciência e o silêncio diante da provocação demonstram sabedoria e maturidade espiritual. O próprio Jesus, quando foi acusado injustamente, permaneceu em silêncio diante de Pilatos:

“E Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador.” (Mateus 27:14)

Cristo nos ensina que nem toda provocação merece resposta. Há momentos em que a atitude mais sábia é permanecer em silêncio e confiar na justiça divina. Não precisamos responder a todas as acusações, rebater todas as críticas ou entrar em todas as discussões. Deus conhece o nosso coração e sabe exatamente aquilo que estamos enfrentando.

O domínio próprio, portanto, não significa fraqueza. Pelo contrário, é demonstração de força espiritual. É possuir condições de responder e, ainda assim, escolher a paz; é ser provocado e decidir não revidar; é ter palavras para ferir e preferir o silêncio que edifica.

Entretanto, a principal atitude é entregar a vida a Jesus, permitindo que Ele conduza nossos pensamentos, palavras e ações. Quando Cristo governa o nosso coração, aprendemos a não agir movidos pela ira, pelo orgulho ou pelo desejo de vencer discussões.

Quem anda com Jesus Cristo encontra a verdadeira paz e compreende que não há espaço, em uma vida dirigida pelo Espírito Santo, para contendas e discussões inúteis.

Por isso, diante da provocação, não permita que o outro determine a sua reação. Entregue a situação a Deus, exercite o domínio próprio e escolha a paz.

Porque aquele que é conduzido por Cristo não precisa vencer todas as discussões; precisa, acima de tudo, permanecer fiel a Deus.

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