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Cansaço constante pode ser perimenopausa: 7 sinais de alerta e como agir

Descubra os sintomas mais comuns do início dessa transição e como a nutrição pode ser uma aliada para devolver sua energia

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Nutricionista e biomédica Carla Casagrande, que atende mulheres na faixa dos 40 e 50 anos
Nutricionista e biomédica Carla Casagrande, que atende mulheres na faixa dos 40 e 50 anos — Crédito: Divulgação

Você ainda menstrua, mas dorme pior, ganha peso na barriga, esquece palavras no meio da frase e sente a libido sumir?

Antes de rotular tudo como "estresse", especialistas explicam por que esses sintomas podem ser as primeiras marcas da transição hormonal e como a alimentação influencia.

Segundo a nutricionista e biomédica Carla Casagrande, que atende mulheres na faixa dos 40 e 50 anos com foco em saúde hormonal, a perimenopausa costuma chegar disfarçada de rotina agitada, e pode durar anos antes que o ciclo menstrual pare de vez.

“A perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa, os hormônios femininos, sobretudo o estrogênio, começam a oscilar de forma irregular. Pode começar ainda antes dos 40 anos em algumas mulheres, mas é mais comum entre os 40 e os 50”, explica a nutricionista.

Ela ainda acrescenta que adequar a alimentação, substituindo hábitos, pode auxiliar na fase mais crítica. “Não é cortar tudo de uma vez, e sim sobre entender que o corpo está mais sensível a certos excessos. Muita cafeína e álcool, por exemplo, precisam ser evitados. ”

Se os hormônios estão em queda, o que colocar no prato pode, de fato, fazer diferença não para "repor" o hormônio, mas para amenizar seus efeitos colaterais no corpo. Segundo ela, alguns nutrientes merecem atenção redobrada nessa fase como: cálcio e vitamina D; magnésio; ômega 3, fibras e fitoestrógenos.

Os 7 sinais que merecem atenção

1. O sono muda de qualidade Dificuldade para pegar no sono, despertares no meio da madrugada ou aquela sensação de "dormi, mas não descansei" são queixas frequentes nessa fase, ligadas à queda de progesterona — hormônio com efeito calmante natural.

2. A gordura migra para a barriga Mesmo sem mudança de peso na balança, é comum notar o acúmulo de gordura concentrado na região abdominal. A queda do estrogênio favorece esse padrão de distribuição, que difere do perfil hormonal da fase reprodutiva.

3. Palavras somem no meio da frase Aquele branco na hora de lembrar um nome simples ou uma palavra do dia a dia tem explicação hormonal: receptores de estrogênio estão presentes em áreas do cérebro ligadas à memória e à concentração.

4. A energia despenca sem motivo aparente Cansaço que não melhora com uma boa noite de sono (quando ela acontece) é outro sinal comum, muitas vezes agravado pela própria combinação de sono ruim e oscilação hormonal.

5. A ansiedade aparece  ou piora Mulheres sem histórico de ansiedade relatam crises novas nessa fase; quem já convivia com o quadro, percebe intensificação. A oscilação hormonal interfere diretamente na regulação do humor.

6. A libido cai A queda do desejo sexual está entre os sintomas mais citados — e também um dos mais silenciados, por vergonha ou por não associá-lo à idade.

7. O ciclo menstrual fica imprevisível Menstruações mais curtas, mais longas, mais intensas ou espaçadas de forma irregular são o sinal mais direto de que os ovários estão reduzindo, aos poucos, a produção hormonal.

“Nenhum desses sinais isolado fecha diagnóstico. Mas a combinação de vários deles, de forma persistente, é o que costuma acender o alerta”, conclui Carla Casagrande.

Reconhecer os sinais cedo, ajustar a alimentação, cuidar do sono e buscar orientação, podem tornar essa travessia hormonal bem mais leve do que ela costuma ser quando é enfrentada em silêncio.

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