Macron anuncia restrições a manifestações após violência na França
Presidente francês atribui confrontos a grupos radicais e criminosos; mesmo com proibição, manifestantes foram às ruas de Paris
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) novas restrições a manifestações após episódios de violência registrados no fim de semana. Segundo ele, atos convocados por pessoas ou grupos sem autoridade legítima deverão ser proibidos nos próximos dias.
A declaração ocorreu após uma reunião especial de segurança no Palácio do Eliseu. Macron atribuiu a violência a “ações lideradas por grupos radicais de extrema esquerda que pretendiam derrubar a República” e também a criminosos que, segundo ele, aproveitaram os protestos para realizar saques.
O governo pretende permitir manifestações solicitadas por sindicatos, mas com avaliação das autoridades locais e possibilidade de mudança dos trajetos. A justificativa apresentada por Macron é preservar áreas centrais, estabelecimentos comerciais e prédios públicos.
“Quando os sindicatos apresentarem pedidos para realizar manifestações, os prefeitos os examinarão de acordo com a lei, mas serão propostas rotas alternativas”, afirmou.
Macron também recomendou que manifestações não sejam realizadas nos próximos dias.
Manifestantes vão às ruas em Paris
Apesar das restrições anunciadas pelas autoridades em diferentes cidades, dezenas de pessoas participaram de uma manifestação em Paris nesta quinta-feira.
De acordo com os organizadores, a Justiça administrativa da capital francesa derrubou a proibição determinada pela polícia. A decisão judicial, porém, ainda não havia sido divulgada imediatamente.
O episódio ocorre após os atos que registraram violência no fim de semana e motivaram a reunião de segurança convocada por Macron.
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