Maria Sinistrinha continua ‘sinistra’ no octógono do MMA
Maria Sinistrinha, 22, atleta profissional de MMA da Ribas Family, acumula quatro vitórias, destaca‑se após vitória no Chile e mira ingresso no UFC.
Existe uma verdade universal: “sonhos exigem sacrifícios. Nada é de graça. Nada cai do céu”. A Maria Heloísa Belanson sacrificou parte de sua infância e de sua adolescência por um propósito: se tornar uma atleta profissional de MMA (Artes Marciais Mistas). Claro que ela já se inspirava nos grandes astros deste esporte. E é verdade também que, mesmo pequeninha, se divertiu nos tatames e nos ringues. Mas é fato que ela trocou horas, dias, por atividades mais inerentes à idade dela pelos treinos. E é verdade também que fez tudo isso com o consentimento dos pais, o Rony e a Laine. Aliás, o Rony Belanson foi o primeiro treinador da garota.
Mas o sonho de Maria Heloísa teve um ingrediente a mais, algo que pode ser considerado um dom. Ainda garotinha, quando fez as primeiras aparições em eventos de artes marciais, ele já atraiu olhares curiosos. E os elogios destinados a ela renderam um apelido que ela carrega até hoje: ‘Sinistrinha’.
O elogio foi justamente esse: “essa lutadora é muito sinistra”. O apelido pegou. Maria Sinistrinha cresceu e vivenciou uma grande transformação. Hoje, ela mora em outra cidade e em outro estado, bem longe dos pais que seguem em Cascavel. A atleta cascavelense reside em Varginha, Minas Gerais. Por lá estuda Educação Física e faz do seu esporte uma profissão. Hoje, com 22 anos, a Maria Sinistrinha é atleta profissional no MMA e é integrante da equipe Ribas Family. Detalhe: continua ‘sinistra’.
A lutadora já fez cinco lutas profissionais, com quatro vitórias e uma derrota. Em sua quinta luta, participou da 18ª edição do OFL, em Santiago no Chile. Por lá, enfrentou a peruana Roxy “The Little Machine” Apuela, duríssima, como ela mesmo disse. E ampliou os números positivos no próprio cartel.
Depois dessa experiência no Chile, Maria Sinistrinha voltou para Cascavel para matar a saudade de casa. Uma passagem bem breve, afinal de contas, nesta semana já retorna para Varginha e segue com os treinamentos. Mas Maria explicou que a vitória no Chile pode alavancar a trajetória dela para outro patamar. A meta agora é ingressar no UFC, a principal organização de MMA do planeta. “Fui participar da minha quinta luta lá no Chile e consegui conquistar a minha quarta vitória. A minha luta foi muito especial. Eu estava sem lutar desde março. Costumo dizer que toda a luta é uma experiência nova e estou muito feliz. Eu enfrentei uma atleta peruana, duríssima, mas eu sai vitoriosa por uma decisão dos juízes. Eu me preparei muito para essa luta”, explicou.
Sinistrinha espera poder fazer mais uma luta ainda esse ano. Segundo ela, uma nova vitória por abrir, em definitivo, as portas para o UFC. Um ano atrás, ela fez um evento na Coreia do Sul. Na ocasião, sofreu a única derrota como atleta profissional. Detalhe: aquela luta valia um contrato com o UFC. Mas como disse a mãe Laine, “tudo tem seu tempo”. Ela acredita que, em breve, a filha alcançará a meta.
Uma prova disso é que Maria Sinistrinha já começa a transitar no universo do UFC. “Desde os meus treze anos eu falo que queria migrar para o MMA. Então, estar vivendo essa experiência é muito gratificante. E fazendo parte de uma equipe tão forte que é a Ribas Family, é o melhor time feminino do Brasil. E poder estar treinando com a Amanda Ribas e com a Alexia Burguesinha, que são atletas do UFC... A Amanda eu via ela na TV. E tive o privilégio de ter ela no meu corner na luta no Chile. Foi maravilhoso”, disse a atleta.
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