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Com plano de R$ 6 bilhões, nova concessão inicia testes de asfalto no Paraná
Operação com equipamento de alta precisão mapeia a BR-369, perto de Corbélia, para embasar projetos de duplicação e obras do contrato de R$ 6,6 bilhões
Um levantamento técnico para avaliar as condições estruturais do pavimento das rodovias que integram o Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná está sendo realizado pela concessionária Via Campo. O trabalho utiliza tecnologia de alta precisão conhecida como FWD (Falling Weight Deflectometer), equipamento utilizado em diversos países para analisar a capacidade de suporte das pistas e auxiliar na definição dos projetos de recuperação da malha viária.
A iniciativa faz parte das ações previstas para os primeiros meses da concessão e busca identificar com maior precisão o estado das camadas que compõem o pavimento. A partir das informações coletadas, será possível definir quais trechos necessitam de intervenções mais profundas e quais podem receber apenas serviços de manutenção, permitindo um direcionamento mais eficiente dos investimentos previstos no contrato.
Atualmente, os trabalhos estão concentrados na BR-369, na região de Corbélia, onde equipes realizam a coleta de dados ao longo da rodovia. Segundo a concessionária, a operação ocorre sem necessidade de bloqueio da pista ou implantação de sistema Pare e Siga. Em alguns pontos pode haver redução momentânea da velocidade devido à circulação dos veículos utilizados na inspeção, mas sem impactos significativos ao fluxo de trânsito.
Diferentemente das avaliações visuais tradicionalmente realizadas nas rodovias, o método utilizado permite analisar o comportamento estrutural do pavimento, identificando sua resistência e capacidade de absorver o impacto provocado pela passagem de veículos pesados.
O equipamento funciona por meio da aplicação de uma carga controlada sobre a pista, simulando o peso exercido pelo tráfego de caminhões e outros veículos de grande porte. Sensores instalados no sistema registram a resposta do pavimento ao impacto, permitindo medir deformações e identificar eventuais fragilidades na estrutura.
De acordo com a concessionária, os dados servirão de base para a elaboração dos projetos executivos de recuperação previstos no contrato de concessão, contribuindo para que as futuras intervenções sejam planejadas de forma mais precisa e com menor impacto aos usuários.
Segundo o coordenador de Pavimento da Via Campo, Eduardo Bueno, a tecnologia é considerada uma das principais ferramentas de gestão da infraestrutura rodoviária.
“O FWD permite conhecer em detalhes o comportamento estrutural do pavimento ao longo de todo o trecho concedido. Com essas informações, conseguimos desenvolver projetos mais assertivos, priorizando os locais que realmente precisam de intervenção e planejando as obras de forma a reduzir impactos para quem utiliza as rodovias diariamente”, afirmou.
A avaliação integra um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura rodoviária, da segurança viária e da qualidade dos serviços prestados aos usuários que trafegam pelos trechos concedidos.
Investimentos previstos
O Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná abrange importantes corredores logísticos que conectam municípios das regiões Oeste e Norte do Estado. Ao longo dos próximos anos, a malha viária deverá receber uma série de investimentos em recuperação, ampliação de capacidade e modernização da infraestrutura.
Segundo o plano de concessão, estão previstos R$ 6,68 bilhões em investimentos ao longo dos 30 anos de contrato. Os recursos serão destinados a obras, aquisição de equipamentos, implantação de novas tecnologias e melhorias operacionais.
Entre as principais intervenções previstas está a duplicação de 238,57 quilômetros de rodovias. As obras devem ser executadas entre o terceiro e o sétimo ano da concessão.
O cronograma também inclui a construção do Contorno de Guaíra, com extensão de 3,71 quilômetros e previsão de conclusão até o quarto ano de contrato, além da implantação de 19,99 quilômetros de vias marginais em trechos localizados nos municípios de Cascavel, Corbélia e Mercedes.
A expectativa é que as melhorias contribuam para aumentar a segurança dos usuários, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a eficiência logística de uma das principais regiões produtoras do Paraná.
Além dos impactos na infraestrutura, a projeção da concessionária é de que os investimentos gerem reflexos na economia regional. A estimativa aponta para a criação de 96.784 empregos diretos, indiretos e induzidos ao longo do período de concessão, movimentando diversos setores ligados à construção civil, serviços e transporte.
