Uma nova safra de talentos brasileiros
Estudo coloca três brasileiros entre os 20 melhores sub-20 do mundo. Estêvão, ex-Palmeiras, puxa a fila
Por Da Redação

O Observatório do Futebol (CIES) divulgou esta semana uma lista com os 200 melhores jogadores sub-20 mundo. Os brasileiros Estêvão, do Chelsea, Rayan, do Vasco, e Pedrinho, do Zenit, aparecem no top-20. O estudo foi realizado apenas com jogadores que ainda não completaram 20 anos de idade. As pontuações foram baseadas na performance e no tempo de jogo dos atletas em 2025, além do peso da liga em que atuam.
Ex-Palmeiras, Estêvão é o brasileiro melhor posicionado no ranking. O atacante de 18 anos aparece na quarta posição, com 86,7 pontos, atrás apenas de Zaire-Emery (87,8), do PSG, e de Pau Cubarsí (93,4) e Lamine Yamal (97,7), do Barcelona. O jogador, que chegou ao Chelsea em julho, soma 40 jogos no ano - contando também Palmeiras e Seleção Brasileira - com 12 gols e seis assistências.
Rayan é o segundo brasileiro com a maior pontuação no estudo. O atacante do Vasco possui 80,7 pontos e ocupa a 18ª posição. O atleta de 19 anos é um dos destaques do Cruzmaltino na temporada, com 36 jogos, dez gols e uma assistência, e está no radar do Porto. O ex-Corinthians Pedrinho, por sua vez, aparece na 20ª colocação da lista, com 80,2 pontos. O atacante de 19 anos marcou dois gols e distribuiu cinco assistências em 18 jogos pelo Zenit no ano.
Além do trio, outros brasileiros também aparecem no ranking. São eles: Souza (73,1), do Santos, Alysson (71,7), do Grêmio, Lucas Ferreira (75,9), Alisson Santana (73,4) e Kauã Elias (71,8), do Shakhtar Donetsk, e Kaick da Silva (69,8), do Dallas.
Boa geração?
Cada vez mais acostumado ao Brasil, o técnico Carlo Ancelotti está confiante de que pode fazer um bom trabalho na Seleção Brasileira. O comandante realizou a sua segunda convocação no início desta semana e destacou o potencial dos atletas nacionais. O italiano, aliás, apontou para a quantidade de opções ofensivas que a Seleção tem à disposição. “A geração do Brasil nesse momento é muito boa. Se olharmos o elenco de hoje, tem jogadores muito bons e tem muitos outros que não estão nessa lista. Neste momento, não há outras equipes com tanta qualidade de atacantes como no Brasil. Esse time pode competir para o campeonato mundial”, analisou.
Mas não é apenas o ataque que anima. Na visão de Ancelotti, o Brasil tem mais de uma opção para cada setor do campo. “Creio que eu tenho muita confiança nessa equipe e jogadores. Podemos fazer um trabalho muito bom. Não há uma posição no campo que me preocupa. Cada posição está muito bem coberta. Contra o Chile, acho que vamos manter a mesma ideia do jogo contra o Paraguai. Contra a Bolívia acho que vamos mudar, mas temos tempo”, pontuou. “A exigência, claro, é normal. É uma pressão normal que tem que ter uma equipe pentacampeã. A pressão não é ruim. Se você tem a pressão, não vai dormir”, completou.
Ancelotti fez algumas mudanças nesta convocação, para conhecer mais jogadores. Contudo, alguns nomes específicos foram mantidos. O objetivo é criar uma base, que, entre outras coisas, servirá de apoio para quem for chegando ao longo do tempo.
Ancelotti foi contratado pela CBF em maio deste ano e já esteve à frente da Seleção nas partidas contra Equador e Paraguai, pelas Eliminatórias, disputadas em junho. Até o momento, o comandante soma um empate e uma vitória. Na terceira colocação da tabela de classificação, com 25 pontos e já garantida na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira recebe o Chile no dia 4 de setembro, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Em seguida, visita a Bolívia, no dia 9, às 20h30, em El Alto.
