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Sem dinheiro: 140 candidatos no Paraná chegam à reta final com menos de R$ 1 mil

Levantamento com dados do TSE mostra que 89 candidatos a deputado estadual e 48 a deputado federal chegaram à reta final com menos de R$ 1 mil em recursos; 30 estão com registro indeferido

Por Repórter Gazeta do Paraná

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Sem dinheiro: 140 candidatos no Paraná chegam à reta final com menos de R$ 1 mil Créditos: Divulgação

Faltam 14 dias do 1º turno das eleições de 2026, e 140 candidatos do Paraná chegaram à reta final da campanha com menos de R$ 1 mil em recursos declarados à Justiça Eleitoral. O levantamento, realizado com base nos dados da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 20 de setembro, reúne 89 candidatos a deputado estadual, 48 a deputado federal, 2 ao Senado e 1 ao Governo do Paraná.

Os números mostram uma diferença significativa nas condições financeiras das campanhas. Entre os candidatos a deputado estadual, 89 dos 617 registrados na disputa, cerca de 14%, tinham menos de R$ 1 mil declarados. Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, eram 48 dos 428 candidatos, aproximadamente 11%.

O levantamento também mostra que 30 das 140 campanhas estavam com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral. O grupo representa metade das 60 candidaturas barradas no Paraná até a data da consulta aos dados.

Entre os indeferidos estão 16 candidatos a deputado estadual, 12 a deputado federal, 1 candidato ao Senado e 1 ao Governo do Estado.
Democrata concentra campanhas com menos recursos
A situação varia de acordo com os partidos. O Democrata aparece com o maior percentual de candidaturas a deputado com menos de R$ 1 mil em recursos. As 27 candidaturas do partido, 17 para deputado federal e 10 para deputado estadual estavam abaixo desse valor na prestação de contas consultada.

Entre os candidatos a deputado estadual, Avante e Podemos também apresentam números elevados. O Avante tinha 14 dos 34 candidatos abaixo de R$ 1 mil, enquanto o Podemos registrava 14 entre 51.

Na disputa para deputado federal, além do Democrata, o PRD tinha 8 dos 12 candidatos abaixo de R$ 1 mil, enquanto o União registrava 5 entre 16.
Já partidos como PL, PSD, PT e Novo apresentavam poucos candidatos nessa situação, segundo os dados consultados.

Pouco dinheiro não significa retirada da disputa
Ter menos de R$ 1 mil declarados não significa que o candidato esteja automaticamente fora da eleição. A situação financeira e a situação jurídica da candidatura são informações distintas.
Uma candidatura pode permanecer registrada mesmo com poucos recursos declarados. Nesse cenário, a campanha pode utilizar estruturas de baixo custo, como redes sociais, reuniões, contato direto com eleitores e divulgação por apoiadores.

Também é importante observar que a prestação de contas de 20 de setembro ainda é parcial. Os candidatos continuam autorizados a arrecadar e realizar despesas até o encerramento da campanha, e os valores podem sofrer alterações nas próximas atualizações do TSE.

Diferença na estrutura das campanhas
O contraste financeiro é maior quando comparado com as campanhas que receberam valores mais elevados de recursos. Enquanto parte dos candidatos chega à reta final com menos de R$ 1 mil, outras campanhas para deputado federal já movimentam milhões de reais.
A distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) também é um dos fatores que explicam as diferenças entre candidatos de uma mesma chapa. Os partidos definem a distribuição dos recursos de acordo com suas regras internas e as normas eleitorais.

Nas eleições proporcionais, os votos obtidos pelos candidatos também influenciam a composição da votação de cada partido ou federação. Por isso, candidatos com pouca estrutura financeira podem integrar chapas que disputam vagas mesmo sem receber grandes volumes de recursos individualmente.

Como os dados foram levantados
Os valores consideram a prestação de contas eleitorais disponível no TSE em 20 de setembro de 2026 e correspondem aos recursos declarados por cada candidato.
O levantamento não considera vice-governadores e suplentes de senador. Nesses casos, os recursos são declarados na prestação de contas do titular da chapa.

A situação jurídica das candidaturas foi consultada no sistema DivulgaCandContas, do TSE. Como a prestação de contas ainda está em andamento, os valores são preliminares e podem mudar até o encerramento do processo eleitoral.

Foto: Divulgação 

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