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Reforma de R$ 25 milhões no TCE-PR segue atrasada e com apenas 66,94% de execução

Com prazo de entrega previsto para 20 de junho, reforma de R$ 25 milhões no TCE-PR segue com apenas 66,94% de execução

Por Gazeta do Paraná

Reforma de R$ 25 milhões no TCE-PR segue atrasada e com apenas 66,94% de execução Créditos: TCE

Uma das obras mais caras em andamento no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) entra na reta final do prazo contratual sem ter sido concluída. A revitalização dos 1º e 2º pavimentos do Edifício Anexo e de unidades administrativas do prédio-sede, contratada por R$ 25,15 milhões, aparece no Portal de Obras da Corte com apenas 66,94% de execução, embora o término esteja previsto para o próximo dia 20 de junho.

O empreendimento figura entre as cinco obras classificadas como críticas ou atrasadas pelo próprio Tribunal. O painel de acompanhamento mostra que todas as cinco obras atualmente cadastradas no sistema estão nessa condição. Juntas, elas somam R$ 69,9 milhões em contratos.

A reforma foi contratada por meio do Pregão Eletrônico nº 17/2024 e executada pela Power Tecnologia Ltda. O contrato foi assinado em dezembro de 2024 e previa uma ampla modernização de espaços administrativos utilizados por servidores e setores técnicos do Tribunal.

De acordo com os documentos que embasaram a licitação, a intervenção foi justificada por uma série de problemas estruturais, tecnológicos e funcionais identificados nos edifícios. Entre eles estavam pisos desgastados, forros deteriorados, instalações elétricas consideradas obsoletas, cabeamento desorganizado, tubulações corroídas, sistemas de climatização com baixa eficiência e divisórias inadequadas para as necessidades atuais de trabalho.

Um dos aspectos que mais chamam atenção é que o próprio estudo técnico elaborado pelo Tribunal apontou problemas estruturais no prédio anexo. Um laudo contratado em 2023 identificou deformações consideradas excessivas em elementos da estrutura. Além disso, a substituição de esquadrias por modelos mais pesados exigiria reforço de lajes e vigas para suportar a nova carga prevista.

A solução escolhida foi a aplicação de reforço estrutural com fibra de carbono, tecnologia considerada menos invasiva e mais leve do que métodos convencionais. Somente essa etapa da obra tinha custo estimado próximo de R$ 3 milhões.

O projeto aprovado pelo Tribunal praticamente reconfigura os ambientes internos. Além do reforço estrutural, estão previstos novos pisos, troca completa dos forros, modernização da iluminação, renovação das instalações elétricas e de rede lógica, adequações hidráulicas, melhorias na climatização, instalação de divisórias acústicas, implantação de controle de acesso, restauração de um mural artístico e substituição do mobiliário.

Aliás, o mobiliário é um dos itens que mais pesam no orçamento. No Estudo Técnico Preliminar, o valor estimado para móveis e persianas ultrapassava R$ 10,6 milhões, representando mais de um terço do custo total inicialmente calculado para a reforma.

O investimento foi defendido pelo Tribunal sob o argumento de que os espaços estavam defasados e já não atendiam adequadamente às necessidades dos servidores. O estudo menciona reclamações relacionadas a móveis antigos, iluminação insuficiente, cabos aparentes, falta de ergonomia e ambientes considerados inadequados para a dinâmica atual de trabalho.

Apesar da justificativa técnica e do alto investimento envolvido, os dados divulgados pelo próprio TCE revelam que a execução física ainda está distante da conclusão. Com pouco mais de dois terços da obra concluídos e prazo final previsto para a próxima semana, a situação levanta questionamentos sobre o cumprimento do cronograma originalmente estabelecido.

Outro dado disponível no portal indica que já foram pagos R$ 16,8 milhões à empresa responsável pela execução do contrato. O valor representa cerca de dois terços do montante contratado.

A obra é fiscalizada pela unidade de Supervisão de Engenharia e Arquitetura do Tribunal. Até o momento, o Portal de Obras mantém o empreendimento com status de obra crítica, classificação utilizada pela própria instituição para identificar intervenções com atraso ou que demandam atenção especial.

A proximidade do encerramento do prazo contratual e o percentual de execução ainda abaixo de 70% colocam em dúvida a possibilidade de entrega integral da revitalização até a data prevista. 

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