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Ratinho se diz dono do Tayayá em vídeo de 2023; negócio envolve Banco Master

Resort Tayayá, no centro de operações envolvendo fundos ligados ao Banco Master, ganhou nova repercussão após vídeo de 2023 em que o apresentador Ratinho afirma participação no empreendimento no Paraná

Por Gazeta do Paraná

Ratinho se diz dono do Tayayá em vídeo de 2023; negócio envolve Banco Master Créditos: Divulgação

O resort de luxo Tayayá, envolvido em operações financeiras que incluem fundos ligados ao Banco Master, voltou ao centro do debate público após a circulação de um vídeo de 2023 em que o apresentador Ratinho afirma: “Aqui nós estamos fazendo um resort chamado Tayayá”. A declaração foi gravada em Porto Rico (PR) e o coloca publicamente como dono ou integrante do empreendimento.

A repercussão do vídeo ocorre em meio às controvérsias societárias do Tayayá. Segundo documentos da Junta Comercial do Paraná, outros sócios detinham 18% do capital do Tayayá Porto Rico entre 2021 e 2025, vendendo a participação em 2024. A questão é, a quem pertence os outros 82% do capital?

O ponto central da polêmica é a entrada de fundos controlados pelo pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na aquisição desta menor parte em outro empreendimento da rede, o Tayayá de Ribeirão Claro (PR). Embora o banco não figure formalmente como sócio, a operação colocou o Banco Master no eixo das conexões financeiras que cercam o caso.

O Tayayá Porto Rico está localizado às margens do Rio Paraná, no município de São Pedro do Paraná, próximo a Porto Rico, e prevê 240 apartamentos e 300 casas de alto padrão, algumas com mais de 300 metros quadrados.

Ratinho é pai do governador do Paraná, Ratinho Junior, o que ampliou a dimensão institucional do episódio. Além das controvérsias societárias e financeiras, o Tayayá Porto Rico também foi alvo de questionamentos do Ministério Público Federal por suposta incidência em área de preservação permanente. As obras chegaram a ser suspensas, mas foram retomadas após acordo judicial com alterações no projeto.primeira instância por envolvimento em um esquema irregular na obtenção de CNHs. As condenações acabaram sendo extintas posteriormente por prescrição, conforme prevê a legislação brasileira.

Apesar do encerramento jurídico, o caso permanece como um marco negativo na trajetória pública da família e volta a ser lembrado diante da sucessão de episódios que colocam os irmãos no centro de controvérsias envolvendo poder, negócios e relações institucionais.

 

Transparência em xeque

A combinação entre offshores reveladas pelo Pandora Papers, contratos milionários com o Estado e antecedentes judiciais cria um ambiente de forte desgaste político e reforça a pressão por explicações mais detalhadas. Especialistas em controle público apontam que, ainda que cada episódio isoladamente possa ter respaldo legal, o conjunto dos fatos impõe a necessidade de maior transparência quando envolve familiares diretos de autoridades públicas.

Até o momento, não há investigação oficial que conecte diretamente as offshores dos irmãos Massa aos contratos estaduais ou a práticas ilícitas. Ainda assim, o caso expõe como estruturas financeiras internacionais, quando associadas a círculos próximos do poder, tendem a ampliar a desconfiança pública e a demanda por fiscalização rigorosa.

Mais de quatro anos após a divulgação do Pandora Papers, os documentos continuam produzindo efeitos políticos no Brasil - e, no Paraná, seguem funcionando como um espelho incômodo de relações que permanecem sem respostas claras à sociedade.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp