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Projeto quer tornar obrigatória visibilidade de radares e anular multas de equipamentos ocultos

Proposta em análise na Câmara dos Deputados prevê que radares sejam instalados em locais visíveis

Por Gazeta do Paraná

Projeto quer tornar obrigatória visibilidade de radares e anular multas de equipamentos ocultos Créditos: Divulgação

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pretende estabelecer regras mais rígidas para a instalação de radares e medidores de velocidade nas vias brasileiras. O Projeto de Lei 2364/26 determina que os equipamentos utilizados na fiscalização eletrônica sejam instalados em locais visíveis aos condutores.

A proposta também prevê a nulidade automática das infrações registradas por radares que estejam ocultos, camuflados ou instalados sem a sinalização prévia exigida. A medida altera dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e busca aumentar a transparência na fiscalização da velocidade.

Autor do projeto, o deputado André Fernandes (PL-CE) argumenta que os radares devem cumprir uma função principalmente educativa e preventiva. Na avaliação do parlamentar, a utilização de equipamentos escondidos pode transformar a fiscalização em uma espécie de armadilha para os motoristas.

“O radar escondido não é instrumento de segurança para o motorista, é armadilha”, afirmou Fernandes ao defender a proposta.

Pelo texto, a instalação dos dispositivos deverá permitir que o condutor identifique previamente a presença do equipamento. A intenção é evitar situações em que o motorista seja surpreendido pela fiscalização sem ter condições de perceber a existência do radar.

A proposta, no entanto, não elimina a fiscalização eletrônica nem impede a aplicação de multas por excesso de velocidade. A mudança está relacionada principalmente à forma como os equipamentos deverão ser posicionados e sinalizados.

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Nesse tipo de tramitação, a proposta pode ser aprovada pelas próprias comissões, sem necessidade de passar inicialmente pelo plenário da Câmara, desde que não haja recurso para votação em plenário.

Para entrar em vigor, porém, o texto ainda precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, além de ser sancionado pelo presidente da República.

A proposta reacende a discussão sobre os limites da fiscalização eletrônica no trânsito. De um lado, a instalação de radares é utilizada como mecanismo para controlar a velocidade e reduzir comportamentos de risco. De outro, o projeto sustenta que a fiscalização precisa ser transparente e perceptível para cumprir também uma função educativa.

Enquanto tramita no Congresso, o texto ainda poderá sofrer alterações durante a análise nas comissões antes de uma eventual votação definitiva.

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