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Polícia Civil desarticula organização criminosa suspeita de comércio ilegal de munições no Paraná

Três pessoas foram presas em Quedas do Iguaçu; investigação aponta que integrantes usavam registros de CACs para revender munições ilegalmente

Por Gazeta do Paraná

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Polícia Civil desarticula organização criminosa suspeita de comércio ilegal de munições no Paraná Créditos: Denarc

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou, na manhã desta quinta-feira, uma organização criminosa investigada por abastecer o mercado ilegal de armamentos e munições na região de Quedas do Iguaçu, no Oeste do Estado. Três pessoas foram presas durante o cumprimento de mandados judiciais.

A operação foi conduzida por agentes da Delegacia de Polícia de Quedas do Iguaçu, com apoio do Pelotão de Choque do 6º Batalhão da Polícia Militar. Além das prisões, os policiais apreenderam diversos armamentos e munições de calibres variados.

As investigações tiveram início há mais de seis meses e partiram de informações sobre a atuação de um grupo que estaria envolvido de forma contínua na comercialização ilegal de munições. Conforme a PCPR, os investigados utilizavam a condição de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) para adquirir e posteriormente revender munições de maneira ilícita.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração revelou que os integrantes atuavam de forma estável, movimentando um volume elevado de munições destinadas ao mercado ilegal. A suspeita é de que o material fosse posteriormente disponibilizado para pessoas que não poderiam adquiri-lo legalmente.

Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Quedas do Iguaçu e incluíram medidas relacionadas não apenas aos investigados, mas também aos registros vinculados a eles. A decisão judicial determinou a suspensão dos registros dos indivíduos e dos respectivos armamentos, após representação apresentada pela autoridade policial responsável pela investigação.

A operação representa mais uma ação das forças de segurança do Paraná contra o desvio de armas e munições para o mercado clandestino. Segundo a PCPR, o uso indevido de registros de CACs pode facilitar a circulação de munições fora dos canais autorizados e dificultar o rastreamento do material.

A Polícia Civil destacou que o comércio ilegal de armamentos e munições representa uma preocupação para a segurança pública, principalmente pela possibilidade de que esses produtos acabem nas mãos de criminosos envolvidos em outros delitos.

A corporação reforçou que continuará atuando na identificação de grupos que utilizam mecanismos legais de aquisição e registro de armas para alimentar o mercado clandestino.

As três pessoas presas permanecem à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem para esclarecer toda a estrutura da organização e identificar eventuais outros envolvidos na comercialização ilegal das munições.

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