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Novos radares começam a testar velocidade média nas rodovias do Paraná

Sistema será instalado em 13 trechos de rodovias pedagiadas do Estado; durante os 180 dias de projeto-piloto, equipamentos terão caráter educativo e não poderão gerar multas pela velocidade média

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Novos radares começam a testar velocidade média nas rodovias do Paraná Créditos: Divulgação

Motoristas que trafegam pelas rodovias pedagiadas do Paraná começam a encontrar, neste mês, uma nova tecnologia de fiscalização: radares capazes de calcular a velocidade média desenvolvida pelo veículo ao longo de determinado trecho. A medida faz parte de projetos-piloto autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e também será testada em outros sete estados.

No Paraná, 13 trechos foram incluídos nos testes, abrangendo rodovias administradas por diferentes concessionárias. A maior concentração está nas regiões Oeste e Sudoeste, onde a EPR Iguaçu terá equipamentos em cinco trechos da BR-277 e em um trecho da BR-163.

Também haverá testes no lote da EPR Paraná, nas rodovias PR-444 e PR-862; no lote da EPR Litoral Pioneiro, na BR-277 e na PR-151; e no sistema sob responsabilidade da Motiva Paraná, na BR-376.

As autorizações foram publicadas pela Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod) da ANTT em setembro. No caso da EPR Iguaçu, por exemplo, a autorização prevê a implantação experimental do controle de velocidade média em trechos da BR-163 e da BR-277.

COMO FUNCIONA

A tecnologia funciona de maneira diferente dos radares tradicionais. Em vez de verificar apenas a velocidade instantânea do veículo em um ponto específico, o sistema registra a passagem pela placa em dois pontos distintos da rodovia.

Como a distância entre os equipamentos é conhecida, o sistema calcula quanto tempo o veículo levou para percorrer o trecho e, a partir desse intervalo, determina a velocidade média desenvolvida no percurso.

Na prática, isso significa que reduzir a velocidade apenas ao passar diante de um radar e acelerar novamente logo depois não altera o cálculo referente ao trecho monitorado.

A tecnologia já vem sendo utilizada em projetos experimentais e foi autorizada pela ANTT para avaliação em rodovias federais concedidas. Os testes têm duração inicial de 180 dias.

SEM MULTA NESTA FASE

Apesar de acompanhar o comportamento dos veículos, os equipamentos não poderão gerar multas exclusivamente com base na velocidade média durante o período experimental.

A fase inicial terá caráter técnico e educativo. Os dados coletados serão utilizados para avaliar o funcionamento do sistema e subsidiar as medidas relacionadas à segurança viária.

A previsão é de que o projeto-piloto tenha duração de pelo menos seis meses. Somente depois dessa etapa poderão ser avaliadas eventuais mudanças na forma de fiscalização e a possibilidade de utilização da tecnologia para autuações, conforme a legislação vigente.

OESTE TERÁ PARTE DOS EQUIPAMENTOS

A implantação no Paraná chama atenção especialmente para os motoristas que utilizam as rodovias do Oeste, já que a BR-277 concentra cinco trechos do projeto sob responsabilidade da EPR Iguaçu, além de um ponto na BR-163.

A BR-277 é uma das principais ligações entre o Oeste do Estado e Curitiba e também concentra grande fluxo de veículos de carga e de passeio.

A nova tecnologia deverá permitir uma fiscalização diferente da tradicional, baseada no comportamento do veículo ao longo de um segmento da rodovia, e não apenas na velocidade registrada diante de um equipamento.

TECNOLOGIA É TESTADA EM OITO ESTADOS

Além do Paraná, os projetos-piloto autorizados pela ANTT abrangem rodovias do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre as rodovias incluídas estão BR-101, BR-414, BR-163, BR-050, BR-381, BR-040, BR-116 e BR-386.

A implantação experimental ocorre em um momento de ampliação das ferramentas de fiscalização nas rodovias concedidas. O objetivo declarado é avaliar se o controle da velocidade média pode contribuir para reduzir comportamentos de risco e melhorar a segurança no trânsito.

Por enquanto, portanto, o motorista que passar acima da velocidade média estabelecida nos trechos experimentais não receberá multa apenas por esse motivo. O período de testes servirá para avaliar a tecnologia e os resultados obtidos antes de uma eventual adoção definitiva do sistema.

Foto: Divulgação 

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