Um novo programa de renegociação de dívidas foi lançado pelo governo federal com promessa de descontos de até 90% e condições facilitadas de pagamento. O Desenrola Brasil terá duração de 90 dias e inclui juros reduzidos, além da possibilidade de uso do FGTS para abater débitos.
A iniciativa atende famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e também micro e pequenas empresas. Um dos principais eixos é o Desenrola Famílias, voltado a dívidas em atraso, com expectativa de alcançar até 20 milhões de pessoas.
Segundo o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, o foco está nas dívidas mais recentes, que ainda impactam diretamente a vida financeira dos consumidores.
“A ideia aqui é focar, sobretudo, nessas dívidas que tenham até dois anos, porque são dívidas que impedem as pessoas de participar da sua vida financeira, são dívidas normalmente caras, que serão substituídas por dívidas baratas. Por isso que nós estamos focando, otimizando esses recursos públicos nesse público específico", explicou o secretário.
O programa permite renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. Entram nessa categoria débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
As condições incluem descontos entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida, taxa de juros limitada a 1,99% ao mês, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de até 35 dias para o início das parcelas. O valor renegociado pode chegar a R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações.
Outro ponto do programa é a regularização de dívidas de menor valor. Débitos de até R$ 100, quando quitados dentro das regras, resultam na retirada imediata do nome dos cadastros de inadimplência.
“Mais do que diretamente para as pessoas, esse é um comando para as instituições financeiras, para os credores. Ou seja, uma instituição financeira ou uma financeira que queira participar do programa vai ter que desnegativar dívidas até R$ 100 na origem”, destacou Dudena.
“Ou seja, todas aquelas dívidas que no início eram de até R$ 100 que levaram a uma negativação, a instituição vai ter que desnegativar, ou seja, vai ter que tirar qualquer restrição de crédito desse devedor para que a própria instituição possa participar. Então esse é um comando para o banco, para a financeira, tirar essa negativação se estivermos falando de dívidas pequenas, ou dívidas com limite original até R$ 100”, acrescentou.