GCAST
Moro cobra explicações sobre troca de delegado em caso do INSS Créditos: Assessoria

Moro cobra explicações sobre troca de delegado em caso do INSS

Requerimento protocolado nesta terça (19) exige que o ministro Wellington César explique a saída do delegado Guilherme Figueiredo de apuração sobre fraudes em aposentadorias

O senador Sergio Moro (PL) assinou um requerimento apresentado pelo senador Jaime Bagattoli para cobrar explicações do Ministério da Justiça sobre a troca no comando da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal, responsável por investigações relacionadas a descontos ilegais em benefícios do INSS.

O documento foi protocolado nesta terça-feira (19) no Senado Federal e solicita que o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, esclareça os motivos da substituição do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que atuava nas investigações sobre o esquema envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

No requerimento, os parlamentares também pedem informações sobre a continuidade das investigações e a preservação da autonomia técnica dos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal.

Segundo os senadores, a mudança na chefia da divisão ocorre em meio a apurações consideradas sensíveis, relacionadas a possíveis desvios de recursos públicos e fraudes em benefícios previdenciários.

“A substituição de autoridade policial que atuava em apurações sensíveis, envolvendo possíveis desvios em recursos públicos e investigações de alta complexidade, recomenda transparência administrativa, motivação adequada e demonstração inequívoca de que não houve prejuízo à continuidade, à autonomia técnica e à regularidade procedimental das diligências em curso”, afirmam os parlamentares na justificativa do pedido.

Sergio Moro integrou a CPMI do INSS, encerrada oficialmente em março deste ano sem aprovação de relatório final. Durante os trabalhos da comissão, parlamentares da oposição defenderam a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citado nas investigações como suposto beneficiário do esquema. A oitiva, porém, não ocorreu.

Segundo o texto divulgado pela assessoria de Moro, as investigações da Polícia Federal continuavam em andamento paralelamente aos trabalhos da comissão.

O requerimento agora aguarda despacho da presidência do Senado Federal.