Maringá reduz casos de dengue em 96% após força-tarefa de combate ao mosquito
Município passou de mais de 20 mil casos registrados em 2024 para 163 em 2026; ações incluíram borrifação residual e instalação de armadilhas para eliminação do Aedes aegypti
Por Valéria Mendes
Créditos: Hilab
Maringá registrou uma redução de 96% nos casos de dengue em 2026. O município passou de mais de 20 mil casos confirmados em 2024 para 163 neste ano, resultado atribuído a uma força-tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti.
Entre as ações adotadas pela Prefeitura estão a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) e a instalação de mais de duas mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), armadilhas inteligentes que ajudam a interromper o ciclo de reprodução do mosquito.
Segundo o 2º Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, as regiões com menor incidência de focos são Zona Sul, Operária, Tuiuti, Internorte, Parigot de Souza e Grevíleas III. Já o risco médio foi identificado em bairros como Mandacaru, Maringá Velho, Iguaçu, Paris VI, Quebec e Morangueira.
As áreas classificadas com risco crítico incluem a Zona 7, Paulino, Pinheiros, Céu Azul, São Silvestre, Paraíso, Industrial e os distritos de Iguatemi e Floriano.
A Borrifação Residual Intradomiciliar cria uma camada protetora em paredes e superfícies onde o mosquito costuma pousar. Já as EDLs atraem as fêmeas do Aedes aegypti, que entram em contato com o larvicida e acabam transportando o produto para outros criadouros, contribuindo para a eliminação das larvas.
Apesar da redução expressiva dos casos, a Prefeitura reforça que a participação da população continua sendo fundamental, já que a maioria dos focos do mosquito é encontrada dentro de residências e imóveis particulares.
Denúncias sobre possíveis criadouros podem ser feitas pelos telefones 156 e 160 ou por meio da Ouvidoria Municipal.
Créditos: Redação
