Inflação sobe 0,41% em Curitiba e fica acima da média nacional
Vestuário puxa alta em janeiro; índice acumulado em 12 meses segue dentro da meta
Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, avançou 0,33% no Brasil em janeiro. Em Curitiba e na Região Metropolitana, a alta foi maior, de 0,41%.
Os dados mostram que o grupo Vestuário liderou as altas na capital, com variação de 1,06%. O resultado foi influenciado principalmente por reajustes em joias, bijuterias e roupas masculinas.
No sentido oposto, o grupo Artigos de residência registrou queda de 0,34%. O recuo foi puxado pela redução nos preços de consertos e manutenção, que caíram 2,30% no período.
Acumulado em 12 meses
No acumulado entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o IPCA atingiu 4,44% no país e 4,36% em Curitiba e Região Metropolitana. O índice permanece abaixo do limite superior da meta de inflação, fixado em 4,50%.
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o resultado indica manutenção do controle inflacionário.
“A inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta, sinalizando um ambiente de maior previsibilidade para consumidores e empresas”, afirmou.
O que mais subiu em janeiro
Entre os itens que mais subiram de preço em Curitiba estão pepino, com alta de 28,82%, tomate, 18,96%, alface, 7,29%, filé-mignon, 6,59%, acém, 5,25%, e manga, 6,07%.
As variações refletem fatores sazonais e oscilações de oferta e demanda no início do ano.
Já as principais quedas foram registradas em cheiro-verde, com recuo de 8,75%, passagens aéreas, 7,68%, melão, 7,06%, balas, 6,80%, autoescola, 6,30%, e linguiça, 5,00%.
Maiores variações em 12 meses
No acumulado de 12 meses, alguns produtos tiveram altas expressivas na capital. Mamão subiu 30,81%, chocolate 25,89%, café moído 23,63%, energia elétrica residencial 23,48%, joias 22,26% e combustíveis e energia 17,28%.
Segundo Dezordi, a energia elétrica residencial segue como um dos principais fatores de pressão sobre os preços.
“Caso o regime de chuvas se mantenha regular, há possibilidade de redução do custo da energia ao consumidor final nos próximos meses”, avaliou.
Por outro lado, houve quedas relevantes no período. Arroz recuou 28,84%, feijão-preto 28,23%, laranja-pera 22,26%, azeite de oliva 22,16%, leite longa vida 18,85%, passagem aérea 14,90% e seguro voluntário de veículo 14,29%.
Perspectiva para 2026
A avaliação da Fecomércio PR é de que a inflação oficial deve permanecer dentro do intervalo de tolerância da meta ao longo de 2026, com tendência de desaceleração gradual.
O comportamento dos preços administrados, como energia elétrica e combustíveis, além das condições climáticas e da dinâmica dos alimentos, deve influenciar o ritmo da inflação nos próximos meses.
