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Greve da Caixa pode terminar? Empregados votam nova proposta na segunda

Nova proposta aumenta a participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa e será analisada pelos empregados em assembleias eletrônicas na segunda-feira (21)

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Greve da Caixa pode terminar? Empregados votam nova proposta na segunda Créditos: Renan Mesquisa/CBN

A Caixa Econômica Federal apresentou, na madrugada desta quinta-feira (17), uma nova proposta para o Saúde Caixa, principal ponto de impasse nas negociações que levaram os empregados do banco a entrar em greve nacional por tempo indeterminado.

A oferta será votada pelos trabalhadores em assembleias eletrônicas na próxima segunda-feira (21). Caso seja aprovada, a expectativa das entidades sindicais é de encerramento da paralisação, iniciada em 10 de setembro.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a nova proposta aumenta a participação financeira da Caixa no custeio do plano de saúde e mantém o chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada de acordo com a idade dos beneficiários.

A oferta também prevê a manutenção do Saúde Caixa dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Participação da Caixa no Saúde Caixa

O principal avanço apontado pelos sindicatos é o aumento do limite de participação da Caixa no custeio do plano. A partir de 2027, o teto passaria de 6,5% para 9% da folha de pagamento.

Para 2026, não está previsto reajuste nas mensalidades do Saúde Caixa. A proposta estabelece ainda que a Caixa absorva o déficit do plano neste ano.

A contribuição dos titulares passará a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para os dependentes, a proposta estabelece mensalidades diferentes conforme o vínculo e a faixa etária.

Os valores previstos são:

  • R$ 560 para dependentes diretos;
  • R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos classificados como dependentes indiretos;
  • R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.

O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, será de 9%.

A Caixa também reduziu o valor da cobrança por consulta em pronto atendimento. O valor previsto caiu de R$ 150 para R$ 120. A proposta mantém ainda a isenção de coparticipação para atendimentos de telemedicina.

Outro ponto previsto é a presença de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e Representação Regional de Pessoas (Repes).

Como será a compensação da greve

A proposta também estabelece regras para os dias parados.

Segundo as entidades sindicais, o dia de paralisação realizado em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, caso a nova oferta seja aprovada nas assembleias de segunda-feira.

A proposta foi apresentada durante uma rodada de negociação iniciada na quarta-feira (16), em São Paulo. As conversas avançaram durante a madrugada desta quinta-feira, quando a Caixa apresentou a nova versão do acordo.

Mudanças na remuneração variável

Além das regras do Saúde Caixa, a proposta inclui alterações no programa de remuneração variável Super Caixa.

Para o segundo semestre de 2026, está prevista a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%. Também haverá mudanças nos critérios de avaliação e ampliação da transparência dos painéis de resultados.

A Caixa informou ainda que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. O projeto continuará em fase piloto e será discutido com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.

O banco manteve a proposta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, condicionado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano.

De acordo com os sindicatos, a nova proposta preserva as cláusulas previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Greve começou em 10 de setembro

Os empregados da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro. A paralisação ocorreu depois da rejeição da proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Segundo a Contraf-CUT, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a oferta apresentada anteriormente pelo banco.

O Saúde Caixa se tornou um dos principais pontos de divergência durante as negociações. A categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado até que uma nova proposta fosse apresentada.

Enquanto os empregados da Caixa mantiveram a greve, os bancários de outras instituições já haviam firmado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O acordo geral da categoria prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos. Também inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão.

A nova proposta da Caixa será analisada pelos empregados nas assembleias eletrônicas de segunda-feira (21). A aprovação do acordo poderá definir o encerramento da greve e o início da implementação das medidas negociadas.

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