Dólar fecha em alta e atinge maior valor desde março; bolsa sobe 0,52%
Moeda norte-americana avançou 0,89% em meio à cautela dos mercados globais; Bolsa brasileira fechou em alta de 0,52% após divulgação da ata do Copom
Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil
O dólar voltou a ganhar força no mercado financeiro e encerrou esta terça-feira (23) cotado a R$ 5,187, o maior valor de fechamento desde o fim de março. A alta de 0,89% refletiu o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais e a expectativa dos investidores em relação aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos.
Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a ser negociada acima de R$ 5,19. O movimento foi impulsionado pela busca por ativos considerados mais seguros diante da divulgação iminente de novos dados de inflação da economia americana, que podem influenciar as decisões futuras do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
Indicadores recentes de atividade econômica acima das expectativas reforçaram a percepção de que os juros norte-americanos poderão permanecer elevados por mais tempo, cenário que costuma favorecer a valorização do dólar frente às moedas de países emergentes.
Enquanto o câmbio registrava forte alta, a Bolsa de Valores brasileira conseguiu encerrar o dia em terreno positivo. O Ibovespa avançou 0,52% e fechou aos 171.258 pontos, recuperando parte das perdas observadas durante a manhã.
A melhora do desempenho foi impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras, dos grandes bancos e de empresas ligadas ao mercado interno. Outro fator que contribuiu para o resultado foi a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
No documento, o Banco Central sinalizou cautela em relação aos próximos passos da política monetária e indicou que eventuais mudanças na taxa Selic dependerão do comportamento da economia e do cenário internacional. A interpretação do mercado trouxe alívio aos investidores e ajudou a reduzir as taxas futuras de juros.
No exterior, o cenário continuou marcado pela cautela. Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq registrou forte queda, pressionado pela realização de lucros em empresas de tecnologia e inteligência artificial. Investidores também acompanharam dados econômicos e projeções sobre a inflação americana.
Já no mercado de commodities, o petróleo fechou em baixa. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, recuou 0,93%, encerrando o dia cotado a 76,80 dólares. O movimento foi influenciado pelas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e pela expectativa de aumento da oferta global da commodity.
Analistas avaliam que os próximos dias seguirão marcados pela volatilidade, especialmente em função dos indicadores econômicos dos Estados Unidos e das incertezas geopolíticas que continuam influenciando os mercados globais.
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