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Criança de 2 anos permanece internada após ingerir haxixe em Cascavel; Polícia Civil abre inquérito Créditos: Divulgação/PMPR

Criança de 2 anos permanece internada após ingerir haxixe em Cascavel; Polícia Civil abre inquérito

Menino de 2 anos segue internado após ingerir haxixe em Cascavel. A Polícia Civil instaurou inquérito e investiga o caso com base na Lei Henry Borel

Uma criança de 2 anos permanece internada após ingerir uma porção de haxixe dentro de casa, em Cascavel. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (25) e passou a ser investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar depois que o Hospital São Lucas acionou as autoridades ao receber a criança com sintomas de intoxicação.

Segundo informações da Polícia Civil, o pai da criança relatou que havia recebido uma pequena porção da substância e, ao chegar em casa, deixou a embalagem sobre a carteira antes de entrar no banheiro. Ao retornar, encontrou o invólucro no chão e percebeu que o filho apresentava alteração no comportamento.

O próprio pai socorreu a criança e a levou imediatamente ao hospital, onde a equipe médica adotou os procedimentos necessários para estabilizar o quadro clínico.

Criança precisou passar por lavagem estomacal

Conforme informações repassadas pela assistência social do Hospital São Lucas à Polícia Militar, a criança chegou à unidade com sonolência intensa provocada pela intoxicação.

O menino precisou ser submetido a uma lavagem estomacal e também recebeu uma sonda para alimentação durante o atendimento médico.

Polícia descarta flagrante e instaura inquérito

Inicialmente, a Polícia Militar informou que o homem havia sido preso em flagrante. No entanto, após a análise da ocorrência, a Polícia Civil esclareceu que não houve autuação em flagrante.

Segundo a delegada responsável pelo caso, como o pai prestou socorro imediato ao filho e as circunstâncias sobre a guarda da droga ainda precisam ser esclarecidas, não ficou configurada a situação de flagrância no momento em que ele foi apresentado à autoridade policial.

Diante disso, a Polícia Civil determinou a instauração de um inquérito para apurar, em tese, o crime de lesão corporal culposa, quando não há intenção de provocar o resultado, mas ele ocorre em razão de negligência ou imprudência.

Lei Henry Borel será aplicada

A Polícia Civil informou ainda que o caso será investigado com base na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), por envolver uma criança no ambiente doméstico e familiar.

Com isso, ficam afastados os benefícios previstos na Lei dos Juizados Especiais Criminais, como a transação penal e a suspensão condicional do processo. Segundo a corporação, a legislação estabelece tratamento mais rigoroso para crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente familiar.

Em nota, a Polícia Civil reafirmou que todas as circunstâncias envolvendo eventual negligência ou omissão de cuidados serão apuradas e encaminhadas ao Poder Judiciário.

O estado de saúde atualizado da criança não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.

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