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Comissão de Ética decide nesta terça-feira se processo contra Dr. Lauri terá prosseguimento

Relator Cidão da Telepar apresenta parecer sobre arquivamento ou continuidade da representação que acusa vereador de suposto uso de servidor para serviços particulares

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Comissão de Ética decide nesta terça-feira se processo contra Dr. Lauri terá prosseguimento Créditos: Divulgação

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Cascavel se reúne nesta terça-feira (15), às 10h30, para decidir os próximos passos do processo contra o vereador Dr. Lauri (MDB). Na pauta está o parecer do relator, Cidão da Telepar (Podemos), que deverá indicar se a representação será arquivada ou se terá continuidade no Legislativo.

O colegiado vai analisar os elementos apresentados na denúncia e a defesa prévia protocolada pelo vereador. A decisão desta terça-feira não representa julgamento definitivo sobre as acusações, mas define se o procedimento seguirá para uma nova etapa de apuração.

A representação foi apresentada pelo vereador Fão do Bolsonaro (PL) e pede a cassação do mandato de Dr. Lauri por suposta quebra de decoro parlamentar. A acusação aponta que um servidor lotado no gabinete do vereador teria sido utilizado para realizar serviços particulares durante o horário de expediente.

A denúncia foi admitida pela Mesa Diretora da Câmara e encaminhada à Comissão de Ética. Em agosto, Cidão da Telepar foi escolhido como relator do procedimento. Na ocasião, Dr. Lauri foi notificado e recebeu prazo de 15 dias úteis para apresentar sua defesa prévia.

COMISSÃO ANALISA DENÚNCIA E DEFESA

Com a entrega da defesa, o relator passou a avaliar os documentos e os argumentos apresentados pelas duas partes antes de emitir seu parecer.

O material da denúncia reúne fotografias, vídeos, imagens aéreas e outros documentos apresentados pelo denunciante. A representação também questiona registros de frequência do servidor e a eventual realização de atividades particulares durante o expediente.

Já a defesa prévia apresentada por Dr. Lauri será confrontada com os elementos que deram origem à representação.

O objetivo da Comissão de Ética nesta fase é verificar se existem elementos suficientes para justificar a continuidade do procedimento ou se o caso deve ser encerrado.

O QUE PODE ACONTECER

Se o parecer for pelo arquivamento e for aprovado pelo colegiado, o procedimento será encerrado na Comissão de Ética.

Caso a decisão seja pelo prosseguimento, terá início uma nova fase de instrução. Nessa etapa, poderão ser analisados documentos, solicitadas informações, realizadas diligências e ouvidas testemunhas, garantindo ao vereador denunciado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Somente após a conclusão dessa fase a Comissão poderá emitir um parecer definitivo sobre o mérito da representação e eventual aplicação de penalidade.

Uma eventual cassação do mandato não será decidida pela Comissão de Ética. Caso o processo avance até essa possibilidade, a decisão final caberá ao plenário da Câmara, conforme as regras previstas no Regimento Interno.

Até o momento, Dr. Lauri permanece no exercício do mandato, e a reunião desta terça-feira terá como principal objetivo definir se a denúncia terá ou não continuidade no Legislativo.

A decisão do colegiado deve marcar uma nova etapa na disputa política instalada na Câmara de Cascavel e colocar em discussão, novamente, os elementos apresentados na denúncia e os argumentos apresentados pela defesa do vereador.

RELEMBRE O CASO

O pedido de cassação contra o vereador Dr. Lauri (MDB) foi protocolado em julho pelo vereador Fão do Bolsonaro (PL), que acusa o parlamentar de suposta quebra de decoro por utilização de um servidor comissionado do gabinete em serviços particulares durante o horário de expediente.

Segundo a representação, o então assessor Cleverson Oliveira Farias teria sido utilizado para realizar atividades como pintura, carpintaria, pequenos reparos e conserto de calçada em um imóvel particular. O denunciante apresentou à Câmara fotografias, vídeos, registros e imagens captadas por drone para sustentar a acusação.

A Mesa Diretora da Câmara admitiu por unanimidade a representação e encaminhou o caso à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Em agosto, Cidão da Telepar (Podemos) foi escolhido como relator.

O servidor citado na denúncia acabou exonerado do cargo em julho. A saída, porém, não encerrou o processo contra o vereador, que continuou tramitando na Comissão de Ética.

Dr. Lauri apresentou defesa prévia dentro do prazo estabelecido e contesta as acusações. Agora, os cinco integrantes da Comissão de Ética deverão analisar a denúncia e a manifestação do vereador antes de decidir se o procedimento será arquivado ou terá prosseguimento.

Caso o processo avance, serão realizadas novas diligências e poderão ser analisados documentos, ouvidas testemunhas e produzidas outras provas. Uma eventual cassação somente poderá ser decidida pelo plenário da Câmara, após a conclusão da tramitação e a emissão de parecer pela Comissão.

Até o momento, não há decisão definitiva sobre a responsabilidade do vereador pelas acusações.

Foto: Divulgação 

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