Caso Orelha: Polícia prepara esquema especial para chegada de adolescentes envolvidos na morte do cão
Investigados retornam dos Estados Unidos na próxima semana; polícia apura ligação com novo caso de maus-tratos
Créditos: Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que irá montar um esquema especial de segurança no aeroporto para a chegada dos dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis.
Os dois menores viajaram para os Estados Unidos após o episódio e devem retornar ao Brasil na próxima semana. Até o momento, a data exata do desembarque não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo a Polícia Civil, a viagem já estava programada antes do caso e não tem relação direta com o andamento das investigações. Ainda assim, a corporação decidiu reforçar a segurança no retorno, em razão da repercussão do crime.
O caso
O episódio veio à tona no dia 16 de janeiro, quando moradores da Praia Brava relataram o desaparecimento do cachorro comunitário conhecido como Orelha. Dias depois, o animal foi encontrado ferido e em estado grave por pessoas que cuidavam dele na região.
Diante da gravidade dos ferimentos, Orelha não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. O cão vivia há anos no local e era cuidado informalmente por moradores e comerciantes da praia.
A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como suspeitos do ato infracional de maus-tratos. A apuração se baseia em depoimentos e imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação.
Caso a participação seja confirmada, os envolvidos poderão responder por ato infracional, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As medidas socioeducativas previstas vão desde advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida ou internação, em situações específicas.
Novo episódio sob apuração
Além do caso de Orelha, a Polícia Civil também investiga um segundo episódio de maus-tratos envolvendo outro animal, conhecido como cão Caramelo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um cachorro sendo jogado no mar, e o material passou a integrar o inquérito.
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O delegado Ulisses Gabriel afirmou que há dois fatos distintos sendo apurados. “No caso do Caramelo, existe vídeo. No caso do Orelha, não há imagens, mas há testemunhas e outros elementos de prova”, explicou.
Os investigadores agora trabalham para esclarecer se os dois episódios têm relação entre si e se foram cometidos pelos mesmos adolescentes.
