Caso Letícia e Estela: novas denúncias apontam local onde corpos podem estar, diz advogada
Advogada da família afirma que novas informações e dados do celular do principal suspeito indicam uma área ainda não investigada pela Polícia Civil no Noroeste do Paraná
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As investigações sobre o desaparecimento das primas Letícia e Estela, no Noroeste do Paraná, podem ganhar um novo rumo. Segundo a advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, novas denúncias e informações obtidas durante a apuração apontam para uma área diferente da que havia sido alvo das buscas até agora, na região de Paraíso do Norte.
A informação foi divulgada pela advogada em entrevista à RIC Record nesta quinta-feira (16). De acordo com ela, os novos elementos reforçam a necessidade de que as equipes retomem as buscas no local.
"Temos várias outras informações e denúncias com relação a outro local onde os corpos podem estar", afirmou.
Celular do suspeito reforçou nova linha de investigação
Segundo Josiane, a nova hipótese surgiu após a análise dos dados extraídos do telefone celular de Clayton, apontado como principal suspeito do caso.
De acordo com a advogada, os registros de conexão com antenas de telefonia indicam que ele permaneceu por um período considerável em uma área que ainda não havia sido investigada pelas autoridades.
Diante dessas informações, a expectativa da família é que a Polícia Civil realize novas diligências nos próximos dias para verificar a região indicada.
Investigação trabalha com hipótese de homicídio
Embora o inquérito continue sendo tratado oficialmente como um caso de desaparecimento, a principal linha de investigação considera que Letícia e Estela possam ter sido vítimas de homicídio.
Segundo a advogada, essa hipótese é sustentada por diversos indícios reunidos ao longo da investigação.
Um dos elementos citados é o depoimento do filho de Clayton, que teria relatado às autoridades que ouviu o pai dizer: "Fiz uma besteira e por isso vou ficar fora durante um tempo."
Apesar dos indícios, as famílias das jovens ainda mantêm a esperança de encontrá-las com vida.
"As mães ainda mantêm a esperança de encontrá-las com vida", afirmou Josiane.
Relembre o caso
De acordo com a investigação, Letícia e Estela saíram de Cianorte com destino a Paranavaí para participar de um show.
As duas teriam aceitado uma carona oferecida por Clayton, que era conhecido das vítimas.
Imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela Polícia Civil mostram que houve uma discussão entre o suspeito e as primas ainda dentro da casa noturna.
Segundo a advogada da família, o desentendimento passou a ser considerado um dos principais pontos da investigação.
Após a discussão, Clayton deixou o estabelecimento pela entrada principal. Pouco tempo depois, Letícia e Estela saíram por uma saída de emergência.
Embora as imagens não mostrem o momento em que elas entram na caminhonete do suspeito, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que isso tenha acontecido, já que as jovens dependiam da carona para retornar para casa.
Discussão pode ter continuado durante o trajeto
A principal linha investigativa aponta que a discussão iniciada dentro da casa noturna pode ter continuado durante o trajeto na caminhonete.
Segundo a advogada, há informações de que Clayton teria consumido bebida alcoólica na noite do desaparecimento e seria usuário de drogas, fatores que, na avaliação da defesa da família, podem ter contribuído para o agravamento da situação.
As investigações continuam, e a Polícia Civil busca reunir novas provas para esclarecer o desaparecimento das primas e localizar as jovens.
