Caso Camila Nogueira: família denuncia negligência médica após parada cardiorrespiratória
Paciente segue internada em UTI após procedimento; denúncia foi encaminhada ao Cremepe
Créditos: Reprodução Internet
A família de Camila Nogueira denunciou possível negligência médica após um procedimento que terminou em parada cardiorrespiratória e danos cerebrais irreversíveis. Segundo os familiares, Camila entrou no hospital caminhando e hoje permanece internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado que alterna entre neurovegetativo e minimamente consciente.
Casada e mãe de dois filhos, Marina, de dois anos, e Arthur, de seis. Camila sofreu, conforme relato da família e de seus advogados, uma intercorrência grave durante o procedimento. O marido afirma que ela passou de uma pessoa ativa para um quadro neurológico severo.
Denúncia por negligência
Diante do ocorrido, a família protocolou, em dezembro do ano passado, uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco. O pedido solicita o afastamento e a cassação do registro profissional das três médicas que integraram a equipe responsável: a anestesista Mariana Parahyba e as cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti.
Na representação, os advogados sustentam que Camila apresentava episódios de apneia, caracterizados por interrupções repetidas da respiração. Ainda assim, segundo o documento, os alarmes dos equipamentos teriam sido ignorados por um período superior a um minuto e 42 segundos.
O texto aponta que a paciente permaneceu em sofrimento respiratório por cerca de 15 minutos. Às 11h16, teria ocorrido a parada cardiorrespiratória, mas a equipe só teria reconhecido clinicamente o quadro por volta das 11h18, quase dois minutos após o registro eletrônico. A reanimação, segundo a denúncia, ocorreu apenas às 11h33, quando já havia sequelas neurológicas permanentes.
A família afirma que a sequência de falhas resultou em lesão cerebral causada por falta prolongada de oxigenação.
- LEIA TAMBÉM:
>Problema para Ancelotti? Saudade de um autêntico camisa 9 na Seleção Brasileira
>Ratinho Jr. cita Renato Adur como referência e resgata valor da experiência na política
>Justiça Federal condena deputado Bibo Nunes a pagar R$ 100 mil por ofensas a estudantes da UFSM e UFPEL
Manifestação da família
O pai de Camila, Roberto Wanderley Nogueira, desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, declarou que o episódio teve impacto devastador.
Segundo ele, a suposta irresponsabilidade médica destruiu a vida da filha e afetou profundamente toda a família. Ele afirmou confiar na Justiça e pediu que o caso sirva para evitar situações semelhantes no futuro.
Posicionamento do Conselho
Procurado, o Cremepe informou que todas as denúncias e sindicâncias tramitam sob sigilo processual, conforme previsto no Código de Processo Ético-Profissional, estabelecido pela Resolução CFM nº 2.306/2022. O Conselho destacou que o sigilo é necessário para não comprometer a investigação.
As defesas das profissionais citadas ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto para posicionamento.
