Cascavel em alerta para proliferação do mosquito Aedes Aegypti
Cascavel chega a quase 700 casos de Chikungunya e vê aumento expressivo nos casos de dengue
Por Bruno Rodrigo

Cascavel segue com um aumento no número de notificações de casos de dengue e chikungunya, aumentando a preocupação do poder público com as arboviroses. No último ano epidemiológico, a cidade viveu a pior epidemia da história, e a prefeitura não deseja que os números voltem a se repetir. Por isso, ações têm sido tomadas para a contenção do mosquito da dengue. Nesta quinta-feira um novo boletim epidemiológico foi divulgado e os dados são preocupantes.
Conforme o relatório que corresponde a 13ª Semana Epidemiológica, que se encerrou no dia 29 de março, Cascavel conta com 71 casos de dengue, 27 a mais do que na semana anterior, além de outros 632 casos de chikungunya, 122 a mais do que na semana anterior. Em relação a dengue, são 3482 casos ainda sem resultado, que podem ou não serem positivados. Ou seja, há a possibilidade de a cidade ter um grande aumento no número de casos.
A região norte do município é a que concentra a maior incidência dos casos. Interlagos, Brasília, Floresta, Brasmadeira, Morumbi e Periollo aparecem no topo do número de casos. São Cristóvão, Cataratas, Cascavel Velho, Pacaembu e Canadá também estão em alerta com números elevados de incidência tanto de dengue quanto de chikungunya. Os demais bairros apresentam dados menos preocupantes, mas ainda assim todo cuidado é necessário para que o mosquito não se propague de forma geral.
O aumento expressivo dos casos tem levado autoridades de saúde a reforçarem o alerta à população sobre a necessidade de eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti. O principal vetor da doença encontra em recipientes com água parada condições ideais para sua proliferação, tornando essencial a mobilização coletiva para conter a disseminação do vírus.
Diante desse cenário preocupante, a Secretaria de Saúde intensificou medidas preventivas em diversas regiões, incluindo visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas educativas. Agentes de saúde têm percorrido bairros orientando os moradores sobre os riscos da doença e a importância da eliminação de criadouros, como pratos de vasos de plantas, caixas d'água destampadas e entulhos acumulados.
Os sintomas da dengue incluem febre alta, dores musculares intensas, manchas avermelhadas na pele, dor de cabeça e atrópica ocular. Em casos mais graves, podem ocorrer sangramentos e comprometimento de órgãos, exigindo atendimento médico imediato. A automedicação é desaconselhada, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro do paciente.
Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti também é responsável pela transmissão da chikungunya, uma doença que apresenta sintomas como febre alta de início súbito, dores articulares intensas que podem durar meses, inchaço nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, os pacientes podem desenvolver complicações reumatológicas prolongadas, afetando a qualidade de vida.
A médica Alana Caporal, falou sobre os sintomas da chikungunya e fez um alerta sobre o risco da doença se tornar crônica.
“Os sinais e sintomas da chikungunya são muito parecidos aos da dengue. Começa com febre, dor no corpo, dor de cabeça, vômitos, porém um sinal é muito importante na chikungunya, que é a dor articular. O paciente com chikungunya vai ter muita dor nas juntas e essa dor pode se cronificar, ou seja, a pessoa pode ficar por meses e até anos tendo dor e precisando tomar um medicamento para dor crônica para o resto da sua vida. Então, cuide do seu entorno, cuide do seu domicílio. O mosquito já está resistente e ele sobrevive mesmo nos meses de frio. Então, previna-se, cuide-se”, afirmou Alana.
Risco Médio
Na última semana a Sesau divulgou os dados do 2º LIRAa do ano epidemiológico, que é o Levantamento de Índice Rápido e Amostral do mosquito Aedes Aegypti. Os agentes de Endemias vistoriaram 4.795 imóveis, que apontou índice geral de 2,9%, isto é, médio risco de Infestação no Município. O índice preconizado pelo Ministério da Saúde é de que fique abaixo de 1%. (baixo risco).
O índice 2,9% de infestação, associado às condições climáticas de chuvas e altas temperaturas, favorecem à proliferação do mosquito. A Secretaria de Saúde alerta que é fundamental que a população redobre os cuidados, sendo necessária a faxina semanal, não deixando locais que possam acumular água. É o momento propício para fazer a limpeza com água e sabão de todos os depósitos fixos, bebedouros de animais, vasos plantas, eliminando qualquer ovo ali depositado, realizar o descarte adequado de todos os lixos orgânicos e recicláveis, evitando que se tornem possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O índice Geral do Município ficou em 2,9% (médio risco), mas algumas localidades desperta um alerta apontando índice acima da média geral, chegando a 5,1%, considerado alto risco, como é o caso das localidades: Pacaembu, Cascavel Velho, Jardim Itália I e II, Veneza, Presidente, Faculdade II, Aquarela, Veredas, Cajati, Esmeralda, Siena, Santos Dumont, Aeroporto, Guarujá,, Quebec, XIV de Novembro, Vila Dione, Pioneiros Catarinense, Palmeiras I, Alto Alegre, Santo Onofre, Santa Cruz I e II, Paulo Godoy e Angra dos Reis.