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Candidatos ao Governo divergem sobre futuro da Sanepar e privatização da companhia

Moro evita assumir compromisso com venda, enquanto Sandro Alex rejeita privatização e Requião Filho defende mudanças na gestão da estatal

Por Gazeta do Paraná

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Candidatos ao Governo divergem sobre futuro da Sanepar e privatização da companhia Créditos: Geraldo Bubniak/AEN

A possibilidade de privatização da Sanepar voltou ao debate eleitoral no Paraná e expôs diferenças entre os principais candidatos ao Governo do Estado. Sérgio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) foram questionados sobre o futuro da companhia e apresentaram posições distintas sobre a manutenção do controle estatal.

Moro afirmou que não assume compromisso de privatizar a Sanepar, mas defendeu um “choque de eficiência” na empresa. Para o candidato, a companhia precisa passar por uma mudança de gestão, com aplicação da Lei das Estatais na escolha de diretores e conselheiros.

“Não existe nenhum compromisso com privatização em relação à Sanepar, mas o choque de gestão é necessário”, declarou. Moro também criticou os reajustes nas tarifas de água e esgoto e afirmou que qualquer discussão futura sobre uma eventual privatização dependeria da realização de estudos.

A posição é diferente da apresentada por Sandro Alex. Em entrevista à BandNews Curitiba nesta sexta-feira (28), o candidato do PSD afirmou de forma direta que não pretende privatizar a companhia.

“Eu sou a favor sempre da modernização; nós temos serviços essenciais que não precisam ser privatizados. A Sanepar, nesse momento, ela pode continuar fazendo seu trabalho de excelência e ela não vai ser privatizada”, afirmou.

Sandro defendeu a modernização de empresas públicas, mas fez uma distinção entre a Sanepar e a Copel. Segundo ele, a companhia de energia precisava ser modernizada para preservar sua capacidade de geração, enquanto o serviço de saneamento deve permanecer sob controle estatal.

Já Requião Filho adota a posição mais crítica à atual gestão da Sanepar e rejeita a possibilidade de privatização da companhia. Durante uma sabatina, o candidato afirmou que pretende preservar empresas estratégicas sob controle público e classificou água e saneamento como serviços ligados à dignidade humana.

“O objetivo da Sanepar não é mais levar água e esgoto e cuidar da população. É retirar dinheiro e distribuir lucro”, criticou.

O candidato também afirmou que a companhia não deveria ter o lucro como objetivo principal. “Água, esgoto, isso é dignidade humana. Não é para dar lucro, só não pode dar prejuízo. Hoje a Sanepar está mais preocupada com lucro”, declarou.

O cenário coloca os três candidatos em posições diferentes. Sandro Alex é contrário à privatização; Requião Filho também rejeita a venda e defende uma atuação mais estatal; enquanto Moro não assume compromisso com a privatização, mas sinaliza que mudanças profundas na gestão da companhia são necessárias.

A discussão deve ganhar espaço durante a campanha eleitoral, especialmente diante do peso estratégico da Sanepar no abastecimento de água e no tratamento de esgoto no Paraná.

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