Brasil tenta quebrar tabus contra Noruega e seleções europeias para seguir vivo na Copa
Seleção brasileira enfrenta os noruegueses nas oitavas de final buscando encerrar retrospecto negativo histórico e voltar a eliminar uma equipe europeia em Copas do Mundo
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Paul Ellis
A seleção brasileira entra em campo neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), diante da Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, carregando um desafio que vai além da vaga nas quartas. O confronto representa a oportunidade de encerrar dois incômodos tabus: conquistar a primeira vitória sobre os noruegueses e voltar a eliminar uma seleção europeia em um Mundial, algo que não acontece desde a campanha do pentacampeonato, em 2002.
O retrospecto diante da Noruega é desfavorável. Em quatro partidas disputadas, os brasileiros somam dois empates e duas derrotas. O primeiro encontro ocorreu em 1988, em Oslo, e terminou em 1 a 1. Na época, o time comandado por Carlos Alberto Silva já contava com jogadores que seriam campeões do mundo seis anos depois, como Taffarel, Jorginho e Romário.
O segundo duelo ficou marcado por uma goleada. Em 1997, também na capital norueguesa, o Brasil de Zagallo, que tinha Ronaldo e Romário no ataque, perdeu por 4 a 2. Um dos destaques foi o atacante Tore André Flo, autor de dois gols e considerado um dos grandes algozes da seleção brasileira.
No ano seguinte, durante a Copa do Mundo da França, as equipes voltaram a se enfrentar. O Brasil abriu o placar com Bebeto, mas sofreu a virada por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos. Flo voltou a marcar, enquanto Kjetil Rekdal fez o gol da vitória em cobrança de pênalti.
O confronto mais recente aconteceu em 2006, novamente em Oslo, e terminou empatado por 1 a 1, na estreia de Dunga como técnico da seleção brasileira.
Para o lateral Douglas Santos, o histórico negativo pode servir como motivação extra. Segundo o jogador, o grupo espera aproveitar a importância da partida para encerrar essa escrita e conquistar uma vitória inédita sobre os escandinavos.
Além do tabu específico contra a Noruega, o Brasil também tenta interromper uma sequência de eliminações para seleções europeias em Copas do Mundo. A última vitória em um mata-mata contra um adversário do continente foi na final de 2002, quando derrotou a Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, garantindo o pentacampeonato.
Desde então, a seleção acumulou eliminações traumáticas. Em 2006, caiu diante da França nas quartas de final. Em 2010, foi superada pela Holanda. Quatro anos depois, sofreu a histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal disputada em Belo Horizonte. Em 2018, a Bélgica eliminou os brasileiros nas quartas e, em 2022, a Croácia avançou nos pênaltis, também nas quartas de final.
O atacante Matheus Cunha afirmou que o grupo conversa sobre as eliminações recentes, mas ressaltou que o foco está em construir uma história diferente. Segundo ele, para conquistar o título mundial será necessário superar adversários fortes, e a expectativa é que o duelo contra a Noruega marque o fim dessa sequência negativa e o início de uma nova trajetória na competição.
