Brasil leva virada da Turquia e fica com o vice da Liga das Nações Feminina pela quinta vez
Seleção brasileira abre vantagem na decisão, mas sofre reação das turcas, perde por 3 sets a 1 e amplia jejum de títulos intercontinentais, que já dura desde 2017
Créditos: FIVB / Reprodução
O Brasil voltou a bater na trave na busca pelo título inédito da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL). Neste domingo (26), a seleção brasileira foi derrotada pela Turquia por 3 sets a 1, de virada, na grande final da competição. As parciais foram de 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21 para as europeias.
Com atuação dominante da oposta Melissa Vargas, autora de 33 pontos, a Turquia conquistou o bicampeonato da VNL, repetindo o feito alcançado em 2023. Já a equipe comandada por José Roberto Guimarães ficou com a medalha de prata pela quinta vez e aumentou o jejum de títulos intercontinentais, que já dura desde a conquista do Grand Prix de 2017.
Brasil começa melhor e sai na frente
A decisão começou equilibrada, mas o Brasil mostrou força principalmente no bloqueio e conseguiu abrir vantagem logo nos primeiros pontos.
Mesmo com a reação turca durante a parcial, a seleção brasileira manteve o bom volume de jogo, alternou bem as opções ofensivas e conseguiu controlar a pressão adversária na reta final.
A definição do primeiro set veio pelas mãos de Kisy, que fechou a parcial em 25 a 23 e colocou o Brasil em vantagem na decisão.
Turquia cresce e vira o jogo
A partir do segundo set, o panorama da partida mudou.
A recepção e o bloqueio brasileiros perderam eficiência, enquanto a Turquia passou a dominar a rede. Melissa Vargas assumiu o protagonismo ofensivo da equipe europeia e comandou a reação.
Com maior consistência nos ataques e aproveitando erros do Brasil, as turcas venceram o segundo set por 25 a 23, igualando o confronto.
O terceiro set foi o mais equilibrado da final. A Turquia abriu vantagem, mas o Brasil reagiu com uma boa sequência de saques de Luzia e voltou a equilibrar a disputa.
As equipes trocaram pontos até os momentos decisivos, mas novamente a seleção europeia foi mais eficiente e fechou a parcial por 26 a 24, ficando a um set do título.
Reação brasileira para em Vargas
Precisando vencer para levar a decisão ao tie-break, o Brasil começou mal o quarto set e viu a Turquia abrir vantagem de 9 a 3.
Mesmo diante do cenário adverso, a equipe de José Roberto Guimarães mostrou poder de reação. Com Ana Cristina e Rosamaria em destaque, conseguiu virar o placar para 19 a 18 e voltou a sonhar com a igualdade.
No entanto, Melissa Vargas voltou a decidir nos momentos mais importantes. A oposta liderou a reta final da parcial e conduziu a Turquia à vitória por 25 a 21, confirmando o bicampeonato da Liga das Nações.
Vargas brilha e leva prêmio de MVP
Grande nome da decisão, Melissa Vargas terminou a partida com 33 pontos e foi a maior pontuadora da final.
O desempenho coroou a excelente campanha da atleta, que também foi eleita a Jogadora Mais Valiosa (MVP) da edição de 2026 da Liga das Nações.
Pelo lado brasileiro, Ana Cristina foi o principal destaque, com 25 pontos, sendo 20 de ataque. Rosamaria contribuiu com 19 pontos, Julia Bergmann anotou 15, enquanto Luzia terminou a decisão com 11.
Brasil amplia sequência de vice-campeonatos
A derrota representa mais uma frustração para a seleção brasileira na Liga das Nações.
Esta foi a quinta vez que o Brasil chegou à decisão da competição e terminou com a medalha de prata. As outras finais perdidas aconteceram em 2019, contra os Estados Unidos; em 2021, novamente diante das norte-americanas; em 2022 e 2025, para a Itália.
Agora, em 2026, a Turquia se tornou mais uma seleção a impedir a conquista inédita da equipe brasileira.
Próximo desafio
Após a campanha na Liga das Nações, a seleção brasileira volta suas atenções para o Campeonato Sul-Americano, marcado para setembro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Além da disputa pelo título continental, o torneio será decisivo por oferecer vaga para os Jogos Olímpicos às equipes campeãs.
