Ato em Cascavel reúne entidades em solidariedade à Venezuela e à Palestina
Manifestação reuniu movimentos sociais, sindicatos e mandatos no Centro de Cascavel em defesa da autodeterminação dos povos, com críticas à intervenção dos EUA e debates sobre Venezuela e Palestina
Por Gazeta do Paraná
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Um ato público realizado na manhã deste sábado (24) reuniu movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, coletivos culturais e mandatos populares no Calçadão, em frente à Catedral de Cascavel, no Oeste do Paraná. A mobilização foi convocada pelo Comitê em Defesa da Palestina e da América Latina e teve como eixo central a solidariedade à Venezuela e ao povo palestino, a defesa da paz e a crítica à intervenção dos Estados Unidos em países da América Latina e do Oriente Médio.
Durante o encontro, que ocorreu das 9h às 12h, os participantes acompanharam análises sobre a conjuntura internacional, com destaque para os impactos políticos, econômicos e humanitários dos conflitos em curso. Os pesquisadores Francis Guimarães e Alfonso Klein abordaram a situação da Venezuela e o cenário geopolítico latino-americano, ressaltando os efeitos de sanções internacionais e disputas de poder sobre a soberania dos países da região.
A situação na Palestina também esteve no centro do debate. A militante palestina Haula Habah apresentou uma atualização sobre o conflito e denunciou a continuidade das ações militares contra a população civil palestina, classificadas pelos organizadores como genocídio. As falas foram acompanhadas por manifestações de apoio do público presente.
Além dos debates políticos, o ato contou com apresentações de músicas e poesias latino-americanas, integrando cultura e mobilização social como forma de expressão política. Cartazes, bandeiras e palavras de ordem marcaram a ocupação do espaço público ao longo da manhã.
De acordo com a organização, o objetivo da atividade foi ampliar o debate público sobre autodeterminação dos povos e fortalecer a articulação entre entidades da região Oeste do Paraná. O ato contou com a participação de representantes de diversas organizações e mandatos, reforçando a proposta de unidade em torno de pautas internacionais e de direitos humanos. A mobilização ocorreu de forma pacífica e aberta à população de Cascavel.
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