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Andrea Pirlo tem acordo cancelado para comandar a seleção da Itália; entenda o motivo
A Federação Italiana cancelou o acordo para contratar Andrea Pirlo após a repercussão de sua ligação comercial com uma casa de apostas ligada à Rússia
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) cancelou o acordo para contratar Andrea Pirlo como novo técnico da seleção da Itália. A decisão foi tomada após a repercussão envolvendo a ligação comercial do ex-jogador com uma casa de apostas ligada à Rússia, o que gerou pressão política e abriu uma nova crise na entidade.
A decisão provocou uma nova crise na federação e culminou nas saídas de Paolo Maldini e Leonardo, dirigentes responsáveis pelo processo de escolha do novo treinador da Azzurra.
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Por que Andrea Pirlo deixou de assumir a seleção da Itália?
Andrea Pirlo havia sido escolhido para substituir Gennaro Gattuso no comando da seleção italiana, mas a nomeação acabou vetada pelo presidente da FIGC, Giovanni Malagò.
Segundo informações da imprensa italiana, parlamentares e integrantes do cenário político do país pressionaram a federação após a divulgação de que Pirlo atua como embaixador global de uma casa de apostas ligada à Rússia.
O treinador trabalha atualmente no United FC, dos Emirados Árabes Unidos, clube pertencente ao empresário russo Sergey Lomakin, que também mantém ligação com a empresa de apostas.
A associação gerou críticas por conta do conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022.
Andrea Pirlo se manifesta após fim das negociações
Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (27), Andrea Pirlo afirmou que foi informado na noite de domingo sobre o fim das negociações e negou qualquer motivação política em sua parceria comercial.
"Depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos", escreveu.
O ex-volante destacou que sempre atuou dentro da legalidade durante sua carreira e afirmou que a parceria comercial surgiu durante seu trabalho nos Emirados Árabes Unidos.
"Sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva."
Pirlo também criticou a interpretação dada ao caso.
"Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam."
Na mensagem, o treinador ainda agradeceu o apoio recebido de Paolo Maldini e Leonardo.
Saída de Pirlo provoca demissão de Maldini e Leonardo da FIGC
A desistência da contratação de Pirlo provocou uma reação imediata nos bastidores da FIGC.
Dezesseis dias após assumirem funções na entidade, Paolo Maldini e Leonardo pediram demissão.
Segundo a imprensa italiana, ambos ficaram contrariados com a decisão de Giovanni Malagò de barrar a contratação do ex-camisa 21 da seleção italiana.
Maldini ocupava o cargo de diretor de seleções, enquanto Leonardo atuava como consultor da federação. Os dois lideravam o processo de escolha do novo treinador após a saída de Gennaro Gattuso, ocorrida depois da eliminação da Itália na disputa por uma vaga para a Copa do Mundo de 2026.
Quem pode assumir a seleção da Itália agora?
Antes de chegar a um acordo com Pirlo, a direção da FIGC havia tentado contratar Carlo Ancelotti.
O treinador, no entanto, recusou a possibilidade de retornar ao futebol italiano por estar comprometido com a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2030.
Na sequência, dirigentes também procuraram Pep Guardiola, que igualmente rejeitou o convite.
Com o fim das negociações com Pirlo e a saída de Maldini e Leonardo, a federação voltou ao mercado em busca de um novo comandante para a seleção.
Segundo veículos da imprensa italiana, Antonio Conte e Roberto Mancini aparecem entre os principais nomes avaliados para assumir a Azzurra, enquanto Giorgio Chiellini é cotado para ocupar um cargo na direção técnica da entidade.
