Alta do diesel pressiona frete e FPA cobra revisão urgente da tabela nacional
Frente Parlamentar da Agropecuária aponta distorções no modelo da ANTT e alerta para impacto direto nos custos do agro
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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) voltou a cobrar do governo federal a revisão da tabela de frete rodoviário em meio à alta do diesel, que vem pressionando os custos logísticos no país. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (19), a entidade afirma que o modelo atual não reflete a realidade do transporte e tem gerado distorções que afetam diretamente a competitividade do setor produtivo.
Segundo a FPA, o tema já vinha sendo acompanhado desde 2025, quando foram enviados ofícios aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil solicitando a abertura de diálogo técnico para reavaliar a metodologia adotada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para o setor, a tabela desconsidera fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota.
Na avaliação da bancada, o cenário atual provoca aumento artificial dos custos logísticos, reduz a eficiência das cadeias produtivas e impacta principalmente atividades com grande volume e margens mais apertadas, como ocorre no agronegócio. A entidade também defende maior transparência e fiscalização permanente da tabela, com critérios mais claros e alinhados às condições reais de mercado.
Outro ponto destacado é o peso do diesel no custo do transporte rodoviário. A FPA ressalta que o combustível representa uma das principais despesas do frete e tem sofrido oscilações influenciadas pelo cenário internacional. Diante disso, a entidade cobra uma política energética mais previsível, capaz de reduzir a volatilidade e garantir maior estabilidade à logística nacional.
A nota também menciona a necessidade de revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, atualmente em B17. Segundo a FPA, a medida pode contribuir para equilibrar os custos energéticos e trazer maior previsibilidade ao setor.
A entidade reforça que ajustes na tabela de frete são urgentes para evitar distorções e garantir condições mais justas ao transporte rodoviário, considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira.
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