Alerta: Fontes d’água estão todas impróprias para consumo, em Cascavel
Até o momento 14 fontes já foram desativadas e 9 estão em processo para desativação, diz a Secretaria de Meio Ambiente
Créditos: Eliane Alexandrino
Eliane Alexandrino/Cascavel
Cascavel já foi conhecida como a Cidade das Águas, mas há muito tempo a população não pode mais consumir a bebida que sai das fontes públicas da cidade, como tinham o hábito de encher galões e levar para casa.
O município conta com 23 fontes espalhadas por vários pontos da cidade e nenhuma delas, hoje, está própria para consumo humano, de acordo com as últimas análises. Deste total, 14 já foram totalmente fechadas pela Secretaria de Meio Ambiente. E nas próximas semanas estão previstas o fechamento das outras 9 fontes.
Em janeiro deste ano o Ministério Público afirmou que o município tinha conhecimento que pelo menos 22 fontes estavam contaminadas, desde 2015/2016. Ainda em janeiro o município chegou a ser notificado a pagar uma indenização no valor de R$70 mil por danos morais coletivos (que foi destinado ao Fundo Municipal de Saúde), em relação a contaminação da água em fontes públicas.
Em 2017 a Fundetec (Fundação de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) realizou novas análises trazendo os mesmos resultados, na época a prefeitura e a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) assinaram um termo de cooperação para recuperação das fontes.
No ano seguinte, em 2018, a Companhia foi contratada para fazer o manejo e análise ambiental das nascentes. A Gazeta do Paraná, relembra que nesta época teve um surto de diarreia na cidade, lotando as três UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), mas de 6 mil pessoas buscaram atendimento médico. Após uma investigação naquele ano, foi confirmado que a contaminação das pessoas teria sido causada pela água contaminada.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, em 2001 foi lançado o Programa Cidade das Águas quando foram implantadas as 23 fontes em vários bairros da cidade.
“A partir de 2019, em cumprimento a decisão tomada pelo Comitê Gestor de Recursos Hídricos, integrado por representantes de diferentes órgãos públicos, a Sema iniciou uma série de ações destinadas a manter essas fontes apenas como uma espécie de adorno e dificultar ao máximo o acesso da população à água para consumo humano. A medida foi tomada por força de elevados índices de contaminação apurados por testes realizados em todas as fontes”, diz a Secretaria de Meio Ambiente.
Ainda de acordo com o Município a intenção inicial era apenas dificultar a possibilidade de que a população pudesse coletar água in natura para consumo.
“No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas e por esta razão foi iniciado, ainda em 2023, o processo de desativação gradativa das fontes de forma definitiva, direcionando o fluxo da água de volta ao seu curso natural junto ao corpo hídrico próximo. No presente momento 14 fontes já foram desativadas e 9 estão em processo de desativação. A intenção da Secretaria é manter onde for possível as estruturas cênicas das fontes, mas evitando que a água possa ser coletada e consumida pela comunidade”, destaca a Secretaria.
Nós entramos em contato com a assessoria da Sanepar, que informou que não coube a companhia a fiscalizar e nem fazer análise das fontes públicas.
Atenção para as fontes desativadas:
-Fonte da Rua da Bandeira
-Fonte do Parque Vitória
-Fonte do Santos Dumont
-Fonte do Santa Cruz
-Fonte da Praça Santa Maria
-Fonte do Bosque Guarujá
-Fonte do Padovani
-Fonte do Brasilia
-Fonte do Periolo
-Fonte do Morumbi
-Fonte do Floresta (Praça João Victor)
-Fonte do Sanga Funda
-Fonte do Lago II
-Fonte do Universitário
Fontes em processo de desativação:
- Fonte da Rua Rio Pageu
- Fonte Do Guarujá
- Fonte do Tarquínio
- Fonte do Jardim União
- Fonte do Cascavel Velho
- Fonte do Cataratas
- Fonte da Praça dos Mosaicos
- Fonte da Olindo Periolo
- Fonte dos Leões
