Corbelia nova ubs
Acic critica alta na tarifa de energia no Paraná e alerta para impactos na economia Créditos: Divulgação

Acic critica alta na tarifa de energia no Paraná e alerta para impactos na economia

Presidente da Associação Comercial de Cascavel, Márcio Blazius, classifica reajuste de 20,51% como "inadmissível" e alerta para efeito cascata nos preços ao consumidor

A aprovação do reajuste de 20,51% na tarifa de energia elétrica também provocou reação do setor produtivo paranaense. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), Márcio Blazius, classificou o aumento como preocupante e afirmou que a medida afeta diretamente a competitividade das empresas e o orçamento das famílias.

Segundo ele, a energia elétrica deixou de ser apenas um serviço essencial e passou a representar um dos principais custos para a produção industrial, o comércio e a prestação de serviços.

"O setor produtivo recebe com enorme preocupação e inconformismo o anúncio de um reajuste de mais de 20% na tarifa de energia elétrica no Paraná. É inadmissível que, em um momento em que as empresas lutam para manter a competitividade, gerar empregos e enfrentar uma das maiores cargas tributárias do mundo, sejamos surpreendidos com um aumento desta amplitude", afirmou.

Blazius destacou que o impacto não fica restrito à conta de luz. Na avaliação dele, o aumento tende a repercutir em toda a cadeia econômica.

"Quando a conta de energia sobe mais de 20%, sobe também o custo dos alimentos, dos serviços, da indústria e do comércio. Isso acaba chegando ao consumidor final", disse.

O presidente da Acic também defendeu mais transparência na formação das tarifas e questionou se os investimentos realizados nos últimos anos acompanharam o crescimento da demanda e as necessidades de modernização da rede elétrica.

"O consumidor não pode ser chamado a pagar a conta toda vez que o sistema precisa recompor receitas. A sociedade tem o direito de questionar se os investimentos realizados acompanharam as necessidades de expansão e modernização da rede", afirmou.

Outro ponto levantado pela entidade é a composição da conta de energia. Segundo Blazius, o atual modelo de cobrança acumula encargos, subsídios e tributos que acabam elevando o valor pago pelos consumidores.

"A conta de luz virou um verdadeiro cabide de encargos, subsídios e tributos. O cidadão paga pela energia que consome e também por uma série de políticas públicas que sequer conhece. O setor produtivo defende uma revisão urgente desse modelo", declarou.

Para a Acic, o Paraná precisa avançar em medidas que garantam energia mais competitiva, previsibilidade tarifária e maior transparência na composição dos custos cobrados dos consumidores.

Boletim Informativo

Inscreva-se em nossa lista de e-mails para obter as novas atualizações!