A Seleção Brasileira teve uma vitória para empolgar o torcedor?
Campanha brasileira nesta Copa depois de três jogos já é melhor que as duas edições anteriores
Por Luciano Neves
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Será que ainda é cedo? Ou a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última rodada do Grupo C da Copa Mundo de 2026 alimentou a esperança pelo hexacampeonato? Antes do Mundial começar, a desconfiança pelo êxito do time comandado por Carlo Ancelotti era gigantesca. Era comum colocarmos o Brasil como quinto, sexto, sétimo, oitavo... na ordem dos favoritos ao título. Essa desconfiança ficou ainda maior após o empate em 1 a 1 na estreia diante do Marrocos com o time fazendo uma má exibição, principalmente na primeira metade da partida.
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O ambiente mudou um pouco depois da vitória por 3 a 0 sobre o frágil Haiti. Mas a desconfiança permanecia porque víamos seleções como Argentina, França e Alemanha vencendo, convencendo e garantindo classificações antecipadas. Sem contar que sentíamos uma pontinha de inveja destas seleções concorrentes. Isso porque os principais astros destas equipes brilharam nas primeiras rodadas.
Os 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia, resultado que deixou a Seleção no primeiro lugar do Grupo C com sete pontos, não impactou no favoritismo das outras gigantes do futebol mundial. E até é bom que continue assim, com os holofotes voltados para as favoritas. Mas a campanha até agora na Copa do Mundo de 2026 alimenta a esperança de que a desacreditada Seleção comandada por Carlo Ancelotti pode ir além e fazer frente a equipes badaladas como Argentina ou França, finalistas da última Copa.
Como ocorreu com estas equipes, o nosso principal jogador nesta Copa, Vinícius Júnior, também assumiu o protagonismo. São quatro gols em três jogos, um a menos que Messi, e o mesmo desempenho de Mbappé e Haaland. Faltava isso para a Seleção Brasileira. Alguém que batesse no peito com o desejo de fazer a diferença. Mas ele não está jogando sozinho. Contra a Escócia, a Seleção mostrou uma força coletiva que até então não tinha apresentado. Na defesa, Alisson mostrou segurança, assim com a dupla de zaga formada por Gabriel Magalhães e Marquinhos. Na lateral esquerda, Douglas Santos é titular. Não é um Roberto Carlos, mas não comprometeu na Copa. E a lateral direita rendeu dores de cabeça para Ancelotti, sobretudo pelo corte de Wesley, que seria titular. O experiente, e também contestado Danilo, parece ter preenchido essa lacuna.
Do meio para a frente, ainda restam dúvidas, mas também várias consolidações. Casemiro ainda precisa fazer o que se espera dele. A ausência de Raphinha por lesão ainda obriga Ancelotti a fazer testes no lado direito do ataque. Contra a Escócia, Rayan ganhou uma oportunidade e pode ter sequência. Lucas Paquetá, aos poucos, vai assumindo a condição de dez. Isso porque Bruno Guimarães tem sido uma espécie de ‘dono’ do meio. Foram duas assistências para gol contra a Escócia. E Vini Júnior tem sido o Vini Júnior que já vimos no Real Madrid. Ainda é cedo para colocarmos o Brasil entre os favoritos. Mas o time de Ancelotti já deu sinais que está se credenciando para isso. Mostrou evolução dentro da Copa do Mundo num intervalo de três jogos. Aliás, essa campanha depois de três jogos já é melhor que a participação brasileira com Tite como treinador em 2018 e 2022. É claro que ainda é cedo, mas a confiança pode aumentar ainda mais com os jogos de mata-mata que virão pela frente. Até porque agora, do contrário, não há mais espaço para erro. Derrota significa eliminação. E eliminação significa fracasso.
Créditos: Luciano Neves
