Trump mantém silêncio após vitória de Lula e derrota de Flávio Bolsonaro
Presidente dos Estados Unidos não se manifestou sobre o resultado até a madrugada desta segunda-feira; líderes internacionais e parlamentares democratas parabenizaram o presidente brasileiro
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não havia se manifestado publicamente sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial brasileira até a madrugada desta segunda-feira (26). Trump chegou à Casa Branca na noite de domingo (25) sem falar com a imprensa, após a confirmação da derrota de Flávio Bolsonaro (PL), candidato apoiado por setores da direita norte-americana.
Antes da divulgação do resultado, Trump havia adotado uma postura de neutralidade. Questionado sobre quem apoiava na disputa, Lula ou Flávio Bolsonaro, respondeu: “Estamos observando”. Durante a campanha, o republicano afirmou em outras ocasiões que acompanhava a eleição brasileira de perto.
Enquanto Trump mantinha silêncio, líderes internacionais parabenizaram Lula pela vitória. Entre eles estavam o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Parlamentares democratas dos Estados Unidos também reagiram ao resultado, entre eles o deputado Joaquín Castro e o senador Bernie Sanders, que classificou a reeleição do petista como “extraordinária”.
Questionamentos sobre o resultado
Entre representantes republicanos, surgiram questionamentos sobre a eleição brasileira. Donald Trump Jr., filho do presidente norte-americano, e o senador estadual de Oklahoma Shane Jett manifestaram dúvidas sobre o resultado. Flávio Bolsonaro contestou a derrota e pediu a anulação da eleição.
Meta nega favorecimento
A Meta também foi alvo de questionamentos após acusações de que publicações da campanha petista teriam sido desfavorecidas nas plataformas da empresa. Em resposta, a companhia negou ter beneficiado qualquer candidato e afirmou que cumpriu as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nos Estados Unidos, parlamentares democratas haviam enviado cartas ao Departamento de Estado pedindo respeito ao processo eleitoral brasileiro e reconhecimento do resultado das urnas.
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