Nunes Marques diz que decisão de Zanin sobre horário gerou dificuldades na eleição
Presidente do TSE afirmou que nunca houve decisão anterior para ampliar a votação e disse que denúncias sobre transporte serão apuradas
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender até as 19h a votação em seções que ainda estavam abertas criou dificuldades para o processo eleitoral.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre o segundo turno. Segundo Nunes Marques, a decisão chegou ao TSE depois das 17h, horário previsto para o encerramento da votação, e não havia uma norma anterior que autorizasse a extensão do período.
“A decisão proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral”, afirmou o presidente do TSE.
Nunes Marques disse ainda que recebeu por volta das 15h30 o pedido para ampliar o horário e, a partir daquele momento, buscou informações técnicas sobre a possibilidade de adotar a medida.
“Assim que recebi o pedido de prorrogação do horário da votação, por volta das 15h30, busquei informações técnicas, apesar de não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação”, declarou.
Transporte será apurado pela Justiça Eleitoral
Durante a coletiva, Nunes Marques também afirmou que as denúncias relacionadas à falta ou à restrição de transporte coletivo para eleitores serão analisadas pela Justiça Eleitoral.
As reclamações partiram de municípios de diferentes estados ao longo do domingo. A campanha de Lula denunciou problemas no transporte de eleitores no Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Bahia.
Após os relatos, a campanha do presidente pediu ao TSE que o horário de votação fosse estendido até as 19h nas localidades afetadas.
“A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral, instituição a quem nossa Constituição atribuiu a competência exclusiva de gerir o processo eleitoral”, afirmou Nunes Marques.
Como o pedido de ampliação não havia sido decidido pelo TSE, o PT recorreu ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Cristiano Zanin determinou então a extensão do horário de votação.
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