Moro chama decisão do TSE contra Deltan de “ilegal” e “arbitrária”
Candidato ao Governo do Paraná chamou decisão que barrou Deltan de “ilegal” e “arbitrária” e afirmou que eleitores devem votar no ex-procurador e em Filipe Barros para o Senado
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O candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou, neste sábado (3), a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Em publicação nas redes sociais, Moro classificou a decisão como “ilegal” e “arbitrária” e afirmou que a campanha pretende recorrer.
“Inacreditável a decisão de um intocável de Brasília contra Deltan, no apagar das luzes de sábado. Decisão ilegal, arbitrária e sem precedente no TSE. Vamos todos recorrer”, escreveu Moro.
A decisão foi tomada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que reformou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura de Deltan. O ministro determinou que o registro seja alterado para “indeferido” e que os votos eventualmente recebidos pelo candidato sejam considerados nulos.
Moro declara voto em Deltan e Filipe Barros
Na mesma publicação, Moro afirmou que pretende votar em Deltan Dallagnol e Filipe Barros (PL) para as duas vagas do Senado pelo Paraná.
"Nossa posição é voto no Deltan e no Filipe Barros para as duas vagas do Senado no Paraná, nada mudou", diz.
Moro também afirmou que pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente e em sua própria candidatura ao Governo do Paraná.
“Amanhã é Flávio Bolsonaro e Moro Governador”, escreveu.
Decisão do TSE
O ministro Floriano de Azevedo Marques considerou que o TSE já havia analisado a situação de Deltan em 2023 e concluído que o então procurador da República deixou o Ministério Público Federal enquanto existiam procedimentos disciplinares que poderiam resultar em sua inelegibilidade.
Para o relator, não foram apresentados fatos novos capazes de modificar o entendimento adotado anteriormente pelo TSE. A decisão também considerou que o TRE-PR não poderia adotar uma interpretação diferente sobre os mesmos fatos sem uma mudança relevante no quadro analisado pela Corte Superior.
A decisão é monocrática e ainda deverá ser analisada pelo plenário do TSE. Deltan já estava impedido de realizar atos de campanha desde uma decisão anterior de Floriano, mantida pelo plenário da Corte por 5 votos a 2.
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