🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Economia

Inflação desacelera para 0,32% em outubro, mas alimentos ficam mais caros; Curitiba registra deflação

Prévia da inflação aponta alta de 4,62% em 12 meses no Brasil; capital paranaense teve queda de 0,27% nos preços, influenciada pelas passagens aéreas e pela redução na tarifa de água e esgoto

Valéria Mendes · · 4 min de leitura
...
... — Crédito: Divulgação

A prévia da inflação oficial brasileira perdeu força em outubro, mas os preços dos alimentos voltaram a pressionar o orçamento das famílias. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,32% no mês, abaixo dos 0,70% observados em setembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumula alta de 4,15% desde janeiro e de 4,62% nos últimos 12 meses, acima dos 4,47% registrados no período de 12 meses encerrado em setembro. Em outubro de 2025, a variação havia sido de 0,18%.

No Paraná, o destaque ficou com Curitiba, única das 11 áreas pesquisadas pelo IBGE a apresentar deflação em outubro. Na capital paranaense, o IPCA-15 caiu 0,27%, enquanto todas as demais regiões tiveram aumento de preços.

Alimentos pressionam a inflação

O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela alta nacional, com avanço de 0,88% e impacto de 0,19 ponto percentual no índice geral. A alimentação dentro de casa ficou 1,01% mais cara, acelerando em relação aos 0,38% de setembro.

Entre os produtos que mais subiram estão o tomate, com aumento de 24,54%, a cebola (13,63%), a batata-inglesa (10,96%) e o arroz (5,80%). Em contrapartida, a cenoura apresentou queda de 10,67%, seguida pelas frutas (-1,37%) e pelo café moído (-1,16%).

Comer fora de casa também ficou mais caro. A alimentação fora do domicílio subiu 0,56%, com reajustes de 0,61% nas refeições e de 0,66% nos lanches.

Curitiba registra menor inflação do país

Enquanto a inflação avançou na maior parte das regiões pesquisadas, Curitiba apresentou recuo de 0,27% em outubro, após registrar alta de 0,62% em setembro.

A queda foi influenciada principalmente pela redução de 11,58% nas passagens aéreas e de 8,05% na taxa de água e esgoto.

Segundo o IBGE, o resultado da tarifa de água e esgoto está relacionado ao desconto de 25% aplicado sobre a tarifa mínima na capital paranaense, a partir de 1º de outubro.

Com o resultado, Curitiba acumula inflação de 2,27% em 2026 e de 2,43% nos últimos 12 meses, índices inferiores às médias nacionais de 4,15% e 4,62%, respectivamente.

Na outra ponta, Belém registrou a maior variação de outubro, com alta de 0,76%, pressionada principalmente pelo tomate e pela energia elétrica residencial.

Combustíveis sobem, mas energia elétrica ajuda a conter o índice

Os combustíveis voltaram a subir em outubro, com aumento médio de 1,20%, após alta de 0,22% em setembro. O óleo diesel ficou 3,70% mais caro, o etanol avançou 2,73% e a gasolina apresentou aumento de 0,92%.

Mesmo com esses reajustes, o grupo Transportes registrou alta de apenas 0,05%, influenciado pela queda de 9,24% nas passagens aéreas.

Já o grupo Habitação apresentou recuo de 0,10%, depois de ter registrado aumento de 2,07% em setembro.

O principal fator foi a energia elétrica residencial, que passou de uma alta de 7,42% para queda de 0,89%. A redução está relacionada à mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz.

Por outro lado, o gás de botijão subiu 1,28%, enquanto o aluguel residencial apresentou aumento de 0,28%.

Inflação acumulada segue acima da registrada em setembro

Embora o resultado mensal indique desaceleração, a inflação acumulada em 12 meses avançou de 4,47% para 4,62%. O movimento mostra que a redução do ritmo de aumento dos preços em outubro não foi suficiente para diminuir a taxa acumulada anual.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram aumento no mês. Além dos alimentos, as maiores variações ocorreram em Despesas Pessoais (0,55%), Vestuário (0,53%) e Comunicação (0,43%).

Dentro de Despesas Pessoais, destacaram-se os aumentos de cinema, teatro e concertos (4,30%), pacotes turísticos (2,18%) e empregados domésticos (0,62%).

O IPCA-15 é considerado a prévia da inflação oficial do país. A metodologia é semelhante à utilizada no IPCA, mas o período de coleta e a abrangência geográfica são diferentes.

Para o resultado de outubro, o IBGE coletou preços entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026, considerando famílias com renda de um a 40 salários mínimos nas áreas pesquisadas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.