Greve dos Correios continua no Paraná mesmo com ordem do TST
Greve dos Correios continua no Paraná nesta quarta-feira (16), mesmo com decisão do TST que determina manutenção de 80% dos funcionários em atividade
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A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta quarta-feira (16) no Paraná e em outros estados, mesmo após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que pelo menos 80% dos funcionários sejam mantidos em atividade em cada unidade da empresa. A paralisação é por tempo indeterminado e ainda não tem previsão de encerramento.
No Paraná, trabalhadores aprovaram a greve em assembleias realizadas em cidades como Curitiba, Londrina, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa. A paralisação começou na noite de quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelos Correios durante as negociações do novo acordo coletivo.
A decisão do TST determina a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios. A medida considera a natureza essencial dos serviços prestados pela estatal e os possíveis impactos da paralisação durante o período eleitoral.
A determinação envolve trabalhadores de áreas como atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além de setores administrativos considerados necessários para a continuidade das operações.
O que os trabalhadores reivindicam
Entre as reivindicações da categoria estão a recomposição salarial, a manutenção de benefícios, mudanças nas condições do plano de saúde, a contratação de aprovados em concurso público e a oposição ao fechamento de agências.
O plano de saúde é um dos principais pontos de divergência entre os trabalhadores e a empresa. A paralisação ocorreu após a rejeição da proposta apresentada pelos Correios nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.
Correios adotam plano de continuidade
Os Correios informaram que adotaram um plano de continuidade para reduzir os efeitos da paralisação e manter o funcionamento das agências e das operações.
A estatal também recorreu ao TST para discutir o dissídio coletivo. O julgamento está previsto para 21 de setembro, caso não haja acordo entre a empresa e os sindicatos até lá.
Enquanto as negociações não avançam, a greve segue sem prazo definido para terminar.
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