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Fachin se reúne nesta terça com diretor da PF para discutir menções a ministros do STF no caso Master

Alas de Moraes e Mendonça defendem que presidente do Supremo envie elementos de todos citados para avaliação da PGR, numa tentativa de arrefecer embates

Repórter Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
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fachin — Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reúne nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para discutir as citações a ministros da Corte nas investigações envolvendo o Banco Master.

Fachin solicitou informações sobre os elementos reunidos pela PF e afirmou, em ofício, que nenhum fato ou pessoa deve ficar fora da apuração. Dos 10 ministros do Supremo, pelo menos seis ou seus familiares foram mencionados no caso, em diferentes circunstâncias. Também há referências a integrantes de outros tribunais superiores.

Nos bastidores, aliados dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça defendem que Fachin encaminhe à Procuradoria-Geral da República (PGR) os elementos relacionados a todos os citados, para análise e eventual adoção de providências.

A proposta busca garantir tratamento uniforme aos nomes mencionados e reduzir as divergências internas. A crise se intensificou desde setembro, com posições distintas entre ministros sobre a condução do caso. Apesar de relatos de melhora no clima após o primeiro turno das eleições, os atritos persistem.

Entenda o caso
As menções a integrantes do STF ganharam repercussão após a divulgação de informações sobre a contratação do escritório da mulher de Moraes pelo Banco Master, por um contrato estimado em R$ 130 milhões. Também vieram a público informações sobre mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro.
Outros episódios envolveram Dias Toffoli, Nunes Marques, André Mendonça e familiares de ministros, com referências a negócios, contatos e possíveis contratações. As situações são distintas e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.

Os ministros citados e seus familiares negam envolvimento indevido ou irregularidades relacionadas a Vorcaro e ao Banco Master.

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