PCO rompe com Lula e orienta filiados a votar nulo no 2º turno
Rui Costa Pimenta criticou Lula e Flávio Bolsonaro e disse que nenhum dos dois representa os interesses da classe operária
O Partido da Causa Operária (PCO) decidiu orientar seus filiados e apoiadores a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A decisão foi anunciada pelo presidente da legenda, Rui Costa Pimenta, nesta segunda-feira (12).
A disputa pelo Palácio do Planalto será entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pimenta afirmou que nenhum dos dois candidatos representa os objetivos defendidos pelo partido para a classe operária.
A posição marca uma mudança em relação a eleições anteriores. O PCO apoiou Lula em 2018, antes de o petista ser impedido de disputar aquela eleição, e também declarou apoio ao presidente em 2022. Segundo a legenda, a decisão atual considera a atuação do governo Lula durante o terceiro mandato.
Críticas a Lula
Pimenta criticou a relação do governo petista com o Supremo Tribunal Federal (STF). Para o presidente do PCO, o PT passou a fazer parte de uma articulação política que, na avaliação da legenda, não representa os interesses dos trabalhadores.
“O PT não é alternativa em nenhum sentido. É necessário construir essa alternativa”, afirmou Pimenta.
O dirigente também citou críticas à política econômica e à política externa do governo como motivos para a mudança de posição do partido. A orientação pelo voto nulo foi aprovada durante a 39ª Conferência Nacional do PCO, realizada no domingo (11), em São Paulo.
Pimenta também rejeitou a ideia de que os filiados deveriam escolher Lula como forma de impedir a vitória de Flávio Bolsonaro. O partido defende a chamada independência política da classe trabalhadora.
PCO também rejeita Flávio
Apesar de orientar o voto nulo, o PCO também descartou apoio a Flávio Bolsonaro.
Pimenta afirmou que a candidatura do senador pelo PL não representa o programa político da legenda. Segundo ele, o partido não votaria em Flávio e considera que a candidatura representa tendências que entram em conflito com suas posições políticas.
O presidente do PCO foi candidato à Presidência no primeiro turno e recebeu 15.024 votos, o menor número entre os candidatos ao Palácio do Planalto.
Com a decisão, o partido não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno e passou a defender o voto nulo na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
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