Edson Vasconcelos promete fortalecer Cascavel e não descarta assumir secretaria no governo Moro
Vice-governador eleito afirma que terá relação institucional com Renato Silva, defende união política pelo município e admite possibilidade de comandar Infraestrutura e Planejamento
Eleito vice-governador do Paraná na chapa de Sérgio Moro, o empresário cascavelense Edson Vasconcelos afirmou que pretende levar para o governo estadual a mesma postura de trabalho adotada ao longo de sua trajetória no setor produtivo: foco em resultados, diálogo e capacidade de entrega.
Em entrevista após o resultado das urnas, Vasconcelos destacou o peso da votação obtida em Cascavel e classificou a eleição como um momento histórico para o município. Segundo ele, pela primeira vez um cascavelense nato chega ao Palácio Iguaçu para ocupar o cargo de vice-governador.
“É uma honra, uma responsabilidade e estamos prontos para ajudar e colaborar com o novo Paraná”, afirmou.
A referência feita pelo vice-governador eleito é ao fato de Cascavel ter tido outros nomes de relevância na política estadual, mas, segundo ele, nunca um cascavelense nascido no município havia chegado ao comando do Executivo estadual. A comparação histórica também passou por Mário Pereira, que foi governador do Paraná e tinha origem catarinense.
Vasconcelos disse que ainda está assimilando o resultado e que a dimensão da responsabilidade deverá aumentar nos próximos meses. A diplomação está prevista para dezembro e a posse ocorrerá em janeiro de 2027.
“Eu acho que o que cabe mesmo é a reflexão de tantas ações que a gente precisa fazer, tantas coisas que a gente percebe que pode transformar. Tenho responsabilidade e ciência dos desafios que o poder causa, mas meu foco é de fato entregar”, declarou.
Relação com Sérgio Moro
O vice-governador eleito também reforçou a proximidade com Sérgio Moro e afirmou que a escolha para compor a chapa ocorreu mais de um ano antes da eleição. Segundo Vasconcelos, Moro manteve a decisão mesmo diante de articulações políticas que poderiam alterar a composição da chapa.
Para ele, a escolha demonstra que o futuro governador pretende manter uma equipe baseada em critérios técnicos e em um programa de governo voltado à execução de projetos.
“Ele tem uma responsabilidade muito grande com seu legado e com sua entrega. É uma pessoa de convicções, extremamente fácil de diálogo e muito consciente do que o Estado precisa fazer”, afirmou.
Vasconcelos também defendeu Moro das críticas recebidas durante a campanha e disse que o novo governo terá “foco total” no Paraná.
Cascavel acima das diferenças políticas
Um dos principais pontos da entrevista foi a relação que Vasconcelos pretende manter com o prefeito de Cascavel, Renato Silva.
Vasconcelos afirmou que a relação será institucional e republicana e que divergências políticas não podem impedir a busca por investimentos e projetos para o município.
“Os governos passam. Eu passarei também. O que importa é Cascavel”, afirmou.
Ele disse que pretende trabalhar em conjunto com a administração municipal sempre que houver projetos de interesse da cidade e lembrou que sua atuação política e empresarial sempre esteve ligada ao desenvolvimento de Cascavel.
“Precisamos ver quais são as pautas de Cascavel e somar forças. Não vejo problema nenhum em ajudar o Renato Silva”, afirmou.
Vasconcelos também citou o Contorno Norte como exemplo de uma pauta que considera importante para o desenvolvimento do município e defendeu que lideranças políticas, independentemente de partido, atuem em conjunto em projetos estruturantes.
Possível secretaria
Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a possibilidade de Vasconcelos assumir uma secretaria no futuro governo estadual.
Segundo ele, Moro já teria feito uma referência à possibilidade durante uma conversa, mencionando o futuro secretário de Infraestrutura e Planejamento do Paraná.
Vasconcelos não confirmou a nomeação, mas disse estar à disposição para assumir a missão que Moro considerar necessária.
“Se chegar a missão para assumir uma secretaria de Infraestrutura ou de qualquer área que seja, eu vou estar disponível, full time nessa missão”, afirmou.
O empresário disse que sua experiência à frente da Federação das Indústrias do Paraná e no setor produtivo poderá ser utilizada na formação de uma equipe de alta performance no governo.
Críticas à política tradicional
Vasconcelos também fez uma avaliação do resultado das eleições e defendeu uma mudança na forma de fazer política. Para ele, o eleitor demonstrou insatisfação com práticas tradicionais e busca por resultados concretos.
“O que importa é o povo ter dinheiro no bolso e não o Estado ter dinheiro no bolso para dizer que está fazendo benefícios”, declarou.
Na avaliação do vice-governador eleito, o novo governo deverá priorizar geração de empregos, desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais.
Para ele, a geração de oportunidades é uma das principais formas de promover justiça social.
“A maior justiça social é gerar emprego”, afirmou.
Olhar para o futuro
Ao falar sobre os próximos quatro anos, Vasconcelos afirmou que não pretende perder tempo com disputas políticas e que o governo terá desafios importantes pela frente.
“Não podemos perder tempo com coisa ruim. A política dá o direito de você escolher os seus desafios”, disse.
Ele também defendeu a eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República e afirmou que considera a mudança no governo federal importante para a execução de projetos no Paraná.
Ao final da entrevista, Vasconcelos agradeceu o apoio recebido durante a campanha e afirmou que pretende representar Cascavel, o Oeste e todo o Paraná.
“Eu vou estar aqui no governo para ajudar a construir um governo que deixe sua marca”, afirmou.
Segundo ele, a gestão que assumirá em 2027 deverá reconhecer os avanços dos governos anteriores, identificar os problemas que permaneceram e estabelecer novas prioridades.
“Um Estado é feito de capítulos. Um governo que sai fez um grande capítulo, tem seus méritos e os pontos que não conseguiu resolver. Nós vamos agora buscar os nossos desafios em prol do Paraná”, declarou.
Para Cascavel, a eleição representa a chegada de um nome diretamente ligado ao município ao comando do Executivo estadual. A expectativa agora é sobre o espaço que Edson Vasconcelos ocupará na futura administração de Sérgio Moro e quais projetos da região Oeste estarão entre as prioridades do novo governo.
Foto: Divulgação
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