Ataque em Campo Mourão: Abrabar pede rigor na investigação e autoridades se manifestam
Entidade do setor de bares e restaurantes lamentou o atentado que deixou duas pessoas mortas em Campo Mourão. Ratinho Junior e Alexandre Curi também defenderam punição rigorosa aos responsáveis
O ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas e três feridas em uma loja de conveniência de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, na noite de sexta-feira (17), repercutiu entre entidades representativas e lideranças políticas do Estado. A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) divulgou uma nota oficial lamentando o atentado e defendendo uma apuração rigorosa do caso. Na sequência, o governador Ratinho Junior (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Republicanos), também se manifestaram sobre o episódio.
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Abrabar lamenta mortes e reforça compromisso com a segurança
Em nota assinada pelo presidente Fábio Aguayo, a Abrabar manifestou pesar pelas mortes registradas no atentado e solidariedade às famílias das vítimas.
A entidade também desejou recuperação à pessoa que permanece hospitalizada e ressaltou que bares, restaurantes e casas noturnas são locais destinados ao lazer e à convivência, afirmando que episódios como o ocorrido em Campo Mourão não representam a realidade do setor.
"A ABRABAR repudia toda e qualquer forma de violência. Os bares, restaurantes e casas noturnas são espaços de convivência, lazer, entretenimento e geração de empregos, frequentados diariamente por milhares de pessoas e famílias. Casos como este são exceções e não refletem a realidade do setor, que trabalha continuamente para oferecer ambientes seguros, organizados e acolhedores", afirmou a entidade.
A associação disse confiar no trabalho das forças de segurança para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.
"Reafirmamos nosso compromisso com a promoção de um ambiente de paz, respeito e segurança para empresários, trabalhadores e clientes de todo o Paraná", concluiu a nota.
Ratinho Junior defende endurecimento das leis
O governador Ratinho Junior utilizou as redes sociais para comentar o atentado. Na publicação, ele lamentou o crime, informou que as forças de segurança seguem mobilizadas para localizar o adolescente apontado como principal suspeito e defendeu mudanças na legislação penal.
"Recebi hoje a triste notícia do atentado ocorrido em Campo Mourão. As nossas forças de segurança estão empenhadas em capturar o suspeito, um adolescente. O ato, mesmo que de um adolescente, não pode ficar impune", escreveu.
Na sequência, o governador voltou a defender um debate sobre a redução da maioridade penal.
"As leis precisam ser mais duras, precisamos de um debate mais profundo sobre a redução da maioridade penal, para que a punição seja proporcional ao crime cometido", afirmou.
Alexandre Curi também cita maioridade penal
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, também divulgou nota de solidariedade às famílias das vítimas e defendeu punição rigorosa aos responsáveis.
"Recebi com profunda tristeza a notícia da tragédia em Campo Mourão. Minha solidariedade às famílias das vítimas e aos amigos que vivem esse momento de dor."
Curi afirmou que o caso reforça a necessidade de discutir mudanças na legislação caso seja confirmada a participação de um adolescente.
"Se for confirmada a participação de um menor de idade, esse episódio reforça a necessidade de avançarmos em uma discussão responsável sobre a maioridade penal. A lei precisa proteger a sociedade, respeitar as vítimas e assegurar que crimes de extrema violência tenham a devida responsabilização."
Relembre o caso
O ataque aconteceu em uma loja de conveniência localizada no cruzamento da Avenida Guilherme de Paula Xavier com a Rua Mato Grosso, na região central de Campo Mourão.
Segundo a investigação, o principal suspeito é um adolescente de 15 anos, que entrou no estabelecimento armado com uma pistola e efetuou diversos disparos contra as pessoas que estavam no local. As circunstâncias e a motivação do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil.
As vítimas fatais foram identificadas como Marcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos. Outras três pessoas ficaram feridas, entre elas uma mulher de 40 anos, que permanece internada.
Durante as investigações, a namorada do adolescente foi presa em flagrante por, segundo a polícia, auxiliar na fuga do suspeito. Já a mãe dele também foi presa após policiais encontrarem munições, porções de drogas, antenas para bloqueador de sinal e material explosivo na residência da família.
As buscas pelo adolescente continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação do atentado e a eventual participação de outras pessoas no crime.
- Assista ao posicionamento do presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, após o atentado em Campo Mourão:
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