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Hamilton rejeita tratamento preferencial na Ferrari e defende Leclerc

Heptacampeão afirma que Ferrari deve trabalhar em conjunto com os dois pilotos para maximizar a pontuação e aproveitar eventuais erros da Mercedes no campeonato

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
hamilton leclerc
hamilton leclerc — Crédito: Ferrari / Reprodução

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Lewis Hamilton não vê necessidade de receber tratamento preferencial da Ferrari. Após o incidente com Charles Leclerc no GP da Itália, o heptacampeão afirmou nesta quinta-feira que a equipe não deve trabalhar com a ideia de privilegiar um dos pilotos, mas buscar uma estratégia que maximize a pontuação do time.

A possibilidade de a Ferrari estabelecer uma preferência entre Hamilton e Leclerc foi levantada pelo chefe da equipe, Frederic Vasseur, após o episódio ocorrido em Monza no último domingo. O dirigente admitiu que a escuderia pode precisar definir um piloto a ser priorizado mais adiante na temporada.

Hamilton, porém, afirmou que esse não é o tipo de medida que vem pedindo.

“Na verdade, não é bem isso que eu venho pedindo”, disse o britânico ao ser questionado sobre a possibilidade de receber tratamento privilegiado.

Segundo Hamilton, o objetivo deve ser fazer com que os dois pilotos trabalhem em conjunto para conquistar o melhor resultado possível para a Ferrari.

“Trata-se de garantir que estejamos atuando da maneira certa para garantir o melhor resultado para a equipe. Em vez de trabalharmos uns contra os outros e terminarmos em quarto e quinto, talvez possamos trabalhar juntos e conquistar um pódio, somar mais pontos”, afirmou.

Incidente entre Hamilton e Leclerc em Monza

Hamilton e Leclerc se envolveram em um incidente logo na largada do GP da Itália. Na curva 2 do Circuito de Monza, o monegasco espalhou sobre o companheiro, e os dois carros da Ferrari se tocaram.

Hamilton ficou insatisfeito com o episódio, principalmente pela primeira avaliação de Leclerc, que apontou responsabilidades compartilhadas pelo incidente. Posteriormente, porém, o piloto do carro 16 assumiu o erro pelo ocorrido.

A situação levou Vasseur a considerar a possibilidade de a Ferrari precisar estabelecer uma hierarquia entre os pilotos em determinado momento da temporada. Inicialmente, a equipe pretende permitir que Hamilton e Leclerc disputem livremente.

O chefe da Ferrari citou a McLaren de 2025 como exemplo de uma equipe que pode ter sofrido consequências por não definir um piloto prioritário no momento considerado adequado.

Ferrari tenta reduzir diferença para a Mercedes

Apesar da disputa interna entre Hamilton e Leclerc, a principal preocupação da Ferrari no campeonato é a Mercedes.

Hamilton ocupa a terceira colocação no Mundial de Pilotos. O britânico está dez pontos atrás de George Russell, segundo colocado, e 76 pontos distante de Andrea Kimi Antonelli, líder do campeonato. Os dois pilotos da Mercedes estão à frente.

No Mundial de Construtores, a Ferrari aparece na vice-liderança, mas a diferença para a Mercedes é maior: 122 pontos.

Hamilton reconheceu que a equipe alemã atualmente tem vantagem de desempenho, principalmente nas retas.

“Se você ver na última corrida, a Mercedes era seis décimos mais rápida por volta nas retas; na maioria das outras pistas, a diferença era de três ou quatro. Estávamos perdendo (para eles) apenas nas retas”, afirmou.

O heptacampeão também destacou a evolução da Ferrari e defendeu que a equipe concentre esforços no próprio desempenho, em vez de tentar apenas acompanhar o ritmo da rival.

“Acho que fizemos um ótimo trabalho e continuamos aprimorando o carro; fizemos melhorias no motor. Mas como eu disse, em vez de focar neles, nosso foco deve ser em como podemos dar o nosso melhor”, declarou.

Hamilton acredita que a Ferrari poderá aproveitar situações em que a Mercedes não consiga repetir o mesmo nível de desempenho.

“Porque haverá finais de semana em que eles estarão excepcionais, e outros em que talvez eles cometam erros”, completou.

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