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Plenário do TSE decide se mantém veto a pesquisa da AtlasIntel sobre Flávio Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Plenário do TSE decide se mantém veto a pesquisa da AtlasIntel sobre Flávio

Plenário da Corte analisa liminar do ministro Nunes Marques que barrou levantamento da AtlasIntel; partido alega que perguntas induziram entrevistados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar nesta terça-feira (9), durante sessão marcada para as 19h, a decisão liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

A medida foi determinada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques, e tem caráter provisório. Agora, caberá ao plenário do TSE decidir se a suspensão será mantida ou revogada.

O levantamento, realizado pela AtlasIntel e divulgado em maio, indicava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi publicada após a repercussão de áudios em que o senador aparece solicitando recursos ao empresário Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão, Nunes Marques determinou que a empresa retirasse o conteúdo de circulação e interrompesse qualquer divulgação relacionada ao estudo.

Partido alegou possível indução dos entrevistados

O pedido para suspender a pesquisa foi apresentado pelo Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro.

Segundo a sigla, o questionário utilizado no levantamento continha perguntas que poderiam influenciar a opinião dos entrevistados. O partido argumentou que, das 49 questões aplicadas, oito abordavam o caso envolvendo o antigo Banco Master e faziam associação entre o senador e o episódio.

Ainda de acordo com o PL, as perguntas teriam sido apresentadas em sequência, o que poderia direcionar as respostas dos participantes.

Outro argumento da legenda é que os áudios utilizados como base para parte dos questionamentos ainda não tiveram a autenticidade reconhecida pela Justiça.

Ao conceder a liminar, Nunes Marques afirmou que os argumentos apresentados extrapolam uma simples divergência metodológica e levantam a possibilidade de que o questionário tenha influenciado os entrevistados.

AtlasIntel defende metodologia

Após a decisão, a AtlasIntel divulgou nota defendendo a legalidade e a consistência técnica da pesquisa.

A empresa afirmou que os critérios utilizados no levantamento seguem padrões metodológicos e que os questionamentos apresentados serão esclarecidos durante a análise do caso pelo plenário da Corte.

A instituição também declarou confiar na avaliação dos ministros do TSE sobre a validade da pesquisa.

Plenário vai decidir

Além de Nunes Marques, participam do julgamento os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

A decisão que será tomada pelo colegiado definirá se a pesquisa poderá voltar a ser divulgada ou se permanecerá suspensa enquanto o processo segue em tramitação

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